Por Unknown | quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018 |
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Você sabia que o Brasil está entre os alvos preferidos dos hackers? Um estudo realizado pela empresa de segurança Psafe e que tem o título de DFNDR Lab, aponta que ao longo do ano de 2017 foram detectados mais de 205 milhões de ciberataques em todo Brasil.
No último trimestre foram registados 70 milhões de ataques, 66,1 milhões deles através de links maliciosos e outros 3,1 milhões por força de malware. Os brasileiros acederam, em média a oito links maliciosos por segundo nos últimos três meses do ano.
As aplicações de mensagens e comunicação instantânea, como WhatsApp, viram o número de ataques duplicar no quarto trimestre, passando de 21,3 milhões para 44,1 milhões, o que representa um crescimento de 107%.
O prefirido deles é O WhatsApp é o meio preferido para espalhar ataques, correspondendo a 66% do total registado, ou seja, cerca de 29 milhões de incidências.
O segundo tipo de ataque mais comum, realizado com recurso a links maliciosos, utilizou publicidade suspeita e totalizou 6,3 milhões de detecções no período, seguido por phishing bancário, com 4,5 milhões de casos. Na parte de malwares foram listadas fraudes por SMS (3,1 milhões), cópias maliciosas (755 mil) e ataques bancários (6 mil).
Por Unknown | sábado, 19 de março de 2016 |
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O que pode ser feito para melhorar o tratamento dado aolixo e aos resíduos que produzimos? A busca de respostas para essa pergunta foi o que motivou milhares de estudantes, de 9 a 16 anos, a formarem equipes e se inscreverem no Torneio de Robótica First Lego League, promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi).
Sábado(19) começa a última fase da competição, que é nacional e receberá 77 equipes finalistas, com aproximadamente 750 estudantes. A disputa ocorrerá sábado e domingo, das 8h às 18h, na unidade do Sesi Taguatinga, no Distrito Federal, e é aberta ao público.
Os participantes do torneio apresentarão projetos de pesquisa e robôs feitos de Lego, com o objetivo de trazer propostas inovadoras de como lidar com o lixo. As equipes serão avaliadas, além do projeto de pesquisa e da criação dos robôs, quanto ao design, à programação e funcionalidade do protótipo.
Sobre o trabalho em equipe, Marcos Tadeu de Siqueira, diretor de Operações do Sesi, explica como os jovens serão avaliados. “A capacidade de trabalho em equipe é uma necessidade do mercado. A comunicação e a interação com as demais equipes e entre a própria equipe também são observadas pelos avaliadores. Essa comunicação tem que ocorrer de forma fluida, compreensiva e não pode haver nenhum tipo de comportamento agressivo. Além disso, a competição deve ocorrer de forma ética e o aprendizado, de forma divertida”, disse.Fase final do Torneio de Robótica deste ano, promovido pelo Sesi em Brasília, terá 77 equipes, com 750 estudantes Segundo Siqueira, o ensino de robótica propicia aos jovens o aprendizado multidisciplinar de conteúdos como física, química, matemática e biologia. “A gente tem no Torneio de Robótica o ponto culminante de uma estratégia educacional do Sesi, que é despertar no jovem o interesse pela área de exatas, de engenharia, de tecnologia”, afirmou.
De acordo com o diretor, a metodologia da robótica está presente nas 531 escolas do Sesi. “A 'gameficação' na matemática facilita muito a vida. Temos uma experiência que se chama Sesi Matemática. São aulas de matemática com base em games, onde se aprende matemática jogando videogame. A gente nota o salto de qualidade no processo de aprendizagem, pois o aluno começa a entender a razão de ser daquilo”.
Para desenvolver seus robôs, os participantes usam, além de peças de Lego, vigas, tubos, canos e rodas. O material deve ser levado pelos próprios alunos. O Sesi disponibiliza apenas os “tapetes” ou “mesas de jogos” - locais apropriados para a exibição dos projetos -, e a alimentação dos estudantes.
Os robôs desenvolvidos pelos finalistas terão que cumprir 17 atividades diferentes, em um período de 2 minutos e meio.
Antes de chegar à final, os participantes passaram por seletivas regionais. Essas seleções contaram com a participação de mais de 4 mil competidores, de quase 500 escolas entre as do Sistema Sesi – que são particulares -, públicas e privadas de todo o Brasil.
Desde 2013, o Sesi é o organizador oficial do Torneio de Robótica, em parceria com a instituição americana First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology) e o Grupo Lego Education (Dinamarca).
As 12 equipes vencedoras terão a oportunidade de participar de torneios internacionais na Austrália, nos Estados Unidos, na Espanha e nas Filipinas.
Finalistas
Matheus Queiroz, de 14 anos, é integrante de uma das equipes finalistas. Ele e mais sete alunos da escola Sesi Gama desenvolveram, em parceria com a Universidade de Brasília, um tijolo ecológico feito de resíduos da construção civil. Os tijolos, chamados de Ecological Bricks, têm um sistema autotravante que dispensa o uso de cimento e argamassa na sua instalação. O produto pode ser desmontado e reutilizado.
Matheus conta que, em todo o país, 70% dos resíduos produzidos são provenientes da construção civil e que apenas 60% desse total são reaproveitados. “Só no Distrito Federal, são produzidos, por dia, mais de 1 tonelada e 900 mil quilos de resíduo”, informou o estudante.
Combate ao mosquito
O Sesi propôs este ano uma atividade extra, que não é obrigatória e não faz parte do torneio. Os estudantes foram incentivados a desenvolver projetos inovadores para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Dos 77 finalistas da disputa, 30 se inscreveram e concorrerão a uma premiação separada.
Edições anteriores
Em 2013, seis alunos de uma escola do Sesi em Limeira (SP) participaram do Torneio de Robótica com o projeto +1. O protótipo consistia em um degrau extra, a ser instalado em ônibus, para facilitar a subida nos veículos. A ideia surgiu para auxiliar pessoas idosas que, para alcançar o primeiro degrau dos ônibus tradicionais têm que subir 50 centímetros. Com o degrau auxiliar, a altura diminui para 25 centímetros. Os jovens perceberam que além dos idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida também são beneficiados. A ideia deu tão certo que já foi aplicada em alguns ônibus da cidade.
O projeto, com pedido de patente, consiste em um degrau que é acionado, junto com a abertura das portas, e se projeta para a frente. Quando o motorista fecha as portas, o dispositivo retrai o degrau para baixo do ônibus, evitando risco de acidentes.
O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lançou nesta sexta-feira (30) o 12º Foguete de Treinamento Intermediário, dando início ao Projeto Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara). O foguete, com 5,5 metros e meia tonelada, foi disparado às 14h50 (horário de Brasília).
Antes do lançamento do foguete, uma série de testes foi feita para garantir a segurança da operação. Os pesquisadores precisaram coletar informações como umidade, pressão e temperatura obtidos a partir do envio de um balão meteorológico para levantamento das condições climáticas na região. ''Esses dados são importante para se manter uma tomada de decisão efetiva para o lançamento dos engenhos aeroespaciais'', diz o tenente Marlon Gonçalves Figueiredo, chefe da meteorologia do CLA.
O lançamento desta sexta-feira é um treinamento para a etapa principal da Operação São Lourenço, que ocorre em novembro com o disparo do foguete VS40M-V03, que transportará o Sara, uma plataforma destinada a estudos e pesquisas em ambiente de microgravidade, ou seja, uma faixa da atmosfera fora da órbita da terrestre.
Com as informações coletadas pelo Sara será possível qualificar o sistema e permitir um novo lançamento para que a plataforma passe até dez dias em ambiente de microgravidade.
O VS40M-V03 levará também um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRB). O equipamento está em fase de teste e está sendo desenvolvido com o objetivo de informar com precisão a posição e a velocidade de um foguete ou satélite no espaço.
“Essas tecnologias têm vislumbramento para veículos futuros que colocarão satélites em órbitas, daí este experimento tem um retorno direto pra sociedade”, diz o coronel Cláudio Olany, diretor do centro.
Por Unknown | quinta-feira, 24 de setembro de 2015 |
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Depois de oito anos de pesquisas, design e fabricação, finalmente o Bloodhound SSC está finalizado. Já falamos no ano passado sobre este veículo supersônico que mistura características de foguete com um caça. Agora, ele está construído e será apresentado ao público nos próximos três dias em uma apresentação na Inglaterra.
Além de servir como base para o desenvolvimento de novas tecnologias, o objetivo do supercarro Bloodhound SSC é quebrar o recorde atual de velocidade conquistado pelo seu antecessor, o Thrust SSC, que alcançou 1228 km/h em 1997.
Data e local do teste A previsão é que o veículo tente alcançar a velocidade de 1.610 km/h em uma pista especialmente projetada para o evento em 2016 no Deserto de Hakskeenpan, na África do Sul, que conta com aproximadamente 20 quilômetros de comprimento por 5 de largura.
Durante a apresentação, o público poderá ver 95% do Bloodhound, visto que ainda faltam testes no sistema de abastecimento e instalação do foguete, um dos seus três motores, e uma série de outros acessórios. Se tudo estiver correto, o veículo poderá realizar testes de baixa velocidade atingindo 320 km/h ainda na Inglaterra.
Envenenado demais
O modelo tem aproximadamente 13.4 metros de comprimento, pesa 7,5 toneladas e tem três fontes de energia diferentes : um motor Rolls -Royce EJ2000 usado na avião de caça Eurofighter Typhoon, um conjunto de foguetes híbridos NAMMO alimentados pelo motor V8 supercharged de 5.0 litros da Jaguar capaz de bombear até 40 litros de carburante por segundo.
Juntos eles produzem 135 mil cavalos de potência: mais de nove vezes o poder de todos os carros na Fórmula 1 combinado ou mais de 111 Bugatty Veyron Super Sport.
A velocidade média da internet global é de 5 Mbps, mas o Brasil tem somente 3,6 Mbps.
De acordo com dados do relatório trimestral da Akamai, chamado State of the Internet, ao qual EXAME.com teve acesso, o país está na 90ª posição no ranking mundial, atrás de países como Uruguai (5,9 Mbps) e Argentina (4,7 Mbps).
O país melhorou 0,7 Mbps em relação ao ano passado, indo de 2,9 Mbps para 3,6 Mbps (crescimento de 24,13%), mas ainda se encontra com velocidade abaixo do que a Akamai considera ser banda larga, que é 25 Mbps.
No entanto, os picos de velocidade de internet aumentaram no Brasil em relação ao mesmo período de 2014, passando de 20 Mbps para 27 Mbps. Nesse quesito, o país subiu no ranking global, indo da 82ª para 80ª posição.
Na América Latina, o maior pico registrado foi no Uruguai, com 47,7 Mbps, que ocupa a 33ª colocação. A média mundial nesse item é de 32,5 Mbps – 20,37% a mais do que a do Brasil.
O levantamento indica que a adoção de planos de banda larga com velocidade acima de 15 Mbps no Brasil foi de 0,6%, um crescimento de 14% em relação a 2014. Nos Estados Unidos, o número é de 17% e no Uruguai, 2,8%.
O estudo foi feito com base nos dispositivos que se conectaram aos 140 mil servidores da Akamai, que são responsáveis por 30% do fluxo da internet mundial, em 242 países. Não foram consideradas conexões móveis no State of the Internet.
Confira abaixo a relação dos dez países com melhores médias de velocidade de internet.
Posição
País
Velocidade (Mbps)
1ª
Coreia do Sul
23,1
2ª
Hong Kong
17
3ª
Japão
16,4
4ª
Suécia
16,1
5ª
Suíça
15,6
6ª
Países Baixos
15,6
7ª
Noruega
14,3
8ª
Letônia
14,2
9ª
Finlândia
14
10ª
República Tcheca
13,9
Vale lembrar que a internet é medida em megabits por segundo e não em megabytes. Um byte é composto por oito bits e, com isso, a sua internet de 10 Mbps vai conseguir transferir em um segundo 1,25 megabyte – e não 10.
Por Unknown | segunda-feira, 21 de setembro de 2015 |
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Computadores já estão começando a assimilar informações a partir de dados coletados, da mesma forma que crianças aprendem com o mundo ao seu redor.
Isso significa que estamos criando máquinas que podem ensinar a si mesmas a participar de jogos de computador – e ser muito boas neles – e também a se comunicar simulando a fala humana, como acontece com os smartphones e seus sistemas de assistentes virtuais.
Fei-Fei Li, professora da Universidade de Stanford e diretora do laboratório de visão computacional da instituição, passou os últimos 15 anos ensinando computadores a enxergar.
Seu objetivo é criar olhos eletrônicos para robôs e máquinas e torná-los capazes de entender o ambiente em que estão.
Metade da capacidade cerebral de um humano é usada no processamento visual, algo que fazemos sem um grande esforço aparente.
"Ninguém diz para uma criança como enxergar. Ela aprende isso por meio de experiências e exemplos do mundo real", disse Li em sua palestra na conferência TED neste ano.
"Se você pensar, os olhos de uma criança são como um par de câmeras biológicas que tiram fotografias a cada 200 milissegundos, o tempo médio dos movimentos oculares. Então, aos 3 anos de idade, uma criança teria centenas de milhões de fotos. Isso é um grande treinamento."
Ela decidiu ensinar computadores da mesma forma. "Em vez de só me concentrar em criar em algoritmos cada vez melhores, minha ideia é dar aos algoritmos o treinamento que crianças recebem por meio de experiências, quantitativamente e qualitativamente."
Treinamento
Em 2007, Li e um colega de profissão deram início a uma tarefa desafiadora: filtrar e identificar 1 bilhão de imagens obtidas na internet para que sirvam de exemplos do que é o mundo real para um computador.
Eles pensavam que, se uma máquina visse imagens suficientes de uma determinada coisa, como um gato, por exemplo, seria capaz de reconhecer isso na vida real.
Eles pediram ajuda em plataformas de colaboração online e contaram com o apoio de 50 mil pessoas de 167 países. No fim, tinham a ImageNet, uma base dados de 15 milhões de imagens relativas a 22 mil tipos de objetos, organizada de acordo com seus nomes em inglês.
Isso se tornou um recurso valioso usado por cientistas ao redor do mundo que buscam conferir aos computadores uma forma de visão.
Todos os anos, a Universidade de Stanford realiza uma competição, convidando empresas como Google, Microsoft e a chinesa Baidu, para testar a performance de seus sistemas com base na ImageNet.
Nos últimos anos, estes sistemas tornaram-se especialmente bons em reconhecer imagens, com uma margem de erro média de 5%.
Para ensinar computadores a reconhecer imagens, Li e sua equipe usaram redes neurais, nome dado a programas de computadores feitos a partir de células artificiais que funcionam de forma muito semelhante à de um cérebro humano.
Uma rede neural dedicada a interpretar imagens pode ter desde algumas centenas a até milhões destes neurônios artificiais, dispostos em camadas.
Cada camada reconhece diferentes elementos de uma imagem. Uma aprende que uma imagem é feita de pixels. Outra reconhece cores. Uma terceira determina seu formato e assim por diante.
Ao chegar à camada superior – e as redes neurais hoje têm até 30 camadas –, esta rede é capaz de ter uma boa noção do que se trata a imagem.
Em Stanford, uma máquina assim agora escreve legendas precisas para vários tipos de imagens, apesar de ainda cometer erros, como, por exemplo, dizer que uma foto de um bebê segurando uma escova de dente foi identificada como "um menino segurando um taco de beisebol".
Apesar de uma década de trabalho duro, disse Li, esta máquina ainda tem a inteligência de uma criança de 3 anos. E, ao contrário desta criança, ela não é capaz de compreender contextos.
"Até agora, ensinamos um computador a ver objetivamente ou a nos contar uma história simples quando vê uma imagem", afirmou Li.
Mas, quando pede para que a máquina avalie uma imagem de seu filho em uma festa de família, o computador simplesmente diz se tratar de um "menino de pé ao lado de um bolo".
"O computador não vê que é um bolo especial que é servido apenas na época da Páscoa", explicou Li.
Este é o próximo passo de sua pesquisa no laboratório: fazer com que máquinas entendam uma cena por completo, além de comportamentos humanos e as relações entre diferentes objetos.
A meta final é criar robôs que "enxergam" para que auxiliem em cirurgias, buscas e resgates e que, no fim das contas, promovam melhorias em nossas vidas, segundo Li.
Progresso
O complexo trabalho realizado em Stanford tem como base o lento progresso obtido nesta área nos últimos 60 anos.
Em 1950, o cientista da computação britânico Alan Turing já especulava sobre o surgimento de uma máquina pensante, e o termo "inteligência artificial" foi cunhado em 1956 pelo cientista John McCarthy.
Após alguns avanços significativos nos anos 1950 e 1960, quando foram criados laboratórios de inteligência artificial em Stanford e no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), ficou claro que a tarefa de criar uma máquina assim seria mais difícil do que se pensava.
Veio então o chamado "inverno da inteligência artificial", um período sem grandes descobertas nesta área e com uma forte redução no financiamento de suas pesquisas.
Mas, nos anos 1990, a comunidade dedicada à inteligência artificial deixou de lado uma abordagem baseada na lógica, que envolvia criar regras para orientar um computador como agir, para uma abordagem estatística, usando bases de dados e pedindo para a máquina analisá-los e resolver problemas por conta própria.
Nos anos 2000, um processamento de dados mais veloz e a grande oferta de dados criaram um ponto de inflexão para a inteligência artificial, fazendo com que esta tecnologia esteja presenta em muitos dos serviços que usamos hoje.
Ela permite que a Amazon recomende livros, o Netflix indique filmes e o Google ofereça resultados de buscas mais relevantes. Algoritmos passaram a estarem presentes nas negociações feitas em Wall Street, indo às vezes longe demais, como em 2010, quando um algoritmo foi apontado como culpado por uma perda de bilhões de dólares na Bolsa Nova York.
Também serviu de base para os assistentes virtuais de smartphones, como a Siri, da Apple, o Now, do Google, e a Cortana, da Microsoft.
Neste momento, máquinas assim estão aprendendo em vez de pensar. É alvo de controvérsia se é possível programar uma máquina para pensar, já que a complexa natureza do pensamento humano tem intrigado cientistas e filósofos há séculos.
E ainda assim restarão elementos da mente humana, como sonhar acordado, por exemplo, que máquinas nunca serão capazes de replicar.
Ainda assim, a habilidade destes computadores vem melhorando, e a maioria das pessoas concorda que a inteligência artificial está entrando em sua era de ouro e só se tornará mais eficiente aqui daqui em diante.
Pesquisadores da Ohio State University anunciaram a criação de um cérebro humano quase completo.
De acordo com a equipe de cientistas, o cérebro em miniatura tem a maturidade de um feto de cerca de cinco semanas.
Apesar de ser menor que uma bola de gude, o órgão dispõe de quase todos os tipos de células e todas as regiões de um cérebro completamente formado.
Rene Anand, chefe da equipe que fez a descoberta, disse que o cérebro foi criado a partir de células da pele adultas, que foram reprogramadas para se tornarem células-tronco.
Crédito: Ohio State University
Para continuar o desenvolvimento completo do cérebro, disse Anand, seria necessário criar uma rede de vasos sanguíneos que ainda estão além das possibilidades dos pesquisadores. Por ora, o órgão não "pensa", não tem estímulos sensoriais e nem consciência.
É sério?
Em geral, uma grande descoberta é apresentada à comunidade científica por meio da publicação de artigos em publicações de prestígio, devidamente revisadas por outros cientistas.
Mas, neste caso, Rene Anand preferiu apenas descrever o cérebro artificial durante um simpósio acadêmico que ocorreu na Flórida nesta terça (18).
Segundo o Guardian, Anand escolheu não abrir os dados da pesquisa porque estápatenteando as técnicas utilizadas para criar o cérebro.
Por isso, é difícil prever o real impacto da descoberta e a confiabilidade das informações disponibilizadas pelo criador do "minicérebro".
Afinal, sem a chamada revisão por pares -- quando cientistas colocam à prova dados apresentados em uma pesquisa -- não há como medir quanta verdade há nas afirmações de Anand.
Se as promessas se confirmarem, a técnica pode revolucionar a neurociência. O minicérebro pode ser bastante útil, por exemplo, para cientistas que estudam doenças de desenvolvimento, além de servir também para testes de novas drogas.
É possível, também, que qualquer paciente encomende um "cérebro-cobaia"particular a partir das próprias células da pele, a fim de diagnosticar problemas genéticos e dosar medicamentos sem procedimentos invasivos.
Por Unknown | terça-feira, 18 de agosto de 2015 |
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Companhia também experimenta partes impressas com máquina 3D para tornar estruturas do robô Atlas mais resistentes e leves.
O humanóide do Google, o robô Atlas, mostrou recentemente que está apto para andar em terrenos mais reais quando caminhou em uma floresta.
Desenvolvido pela Boston Dynamics, comprada pelo Google em 2013, o robô de 1,88 metro de altura e 156 quilos é um androide experimental cujo objetivo é ser aplicado em situações de resgate.
Originalmente ele foi projetado para conseguir andar através de terrenos irregulares e acidentados e, depois de vários testes e vídeos mostrando suas habilidades dentro de um laboratório, o Atlas foi levado para um ambiente externo.
Um video do fundador da Boston Dynamics, Marc Raibert, apresentado no início deste mês para a conferência Fab 11 do MIT, mostra o Atlas caminhando por uma floresta e terrenos com vegetação rasteira.
Enquanto pesquisadores seguram o robô por meio de uma corrente, Raibert disse que a companhia tem trabalhado em uma versão onde ele não precisará deste apoio extra.
“Nós estamos fazendo um bom progresso para que ele tenha maior mobilidade”, disse Raibert no vídeo, acrescentando que seu objetivo é construir robôs que podem alcançar ou até mesmo superar a habilidade humana.
A companhia também está experimentando partes impressas com máquina 3D, como válvulas para fluido hidráulico, assim como outras estruturas paras as pernas do robô que farão delas mais fortes e mais leves.
O robô foi a base de algumas plataformas usadas no desafio DARPA Robotics deste ano, inspirado pelo desastre nuclear de 2011 em Fukushima, no Japão.
A competição, que exige que robôs completem vários cenários que simulam catástrofes, foi ganhada pelo time do Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST).
Depois de revelar detalhes sobre o protótipo de drone para distribuição de internet, Mark Zuckerberg publicou um vídeo que mostra o primeiro drone do Facebook em funcionamento. Batizado de Aquila, possui envergadura de um Boeing 737 podendo ficar no ar por 90 dias. O avião não é tripulado e foi equipado com um sistema que distribui internet via laser, sendo capaz de transmitir 10 gigabits por segundo a uma distância superior a 16 km, segundo Zuckerberg. O CEO do Facebook informou que o drone será testado "em campo" nos próximos meses.
“Usar um avião para conectar comunidades com lasers pode parecer ficção científica. Mas muitas vezes ficção científica é apenas ciência antes de seu tempo”. - Mark Zuckerberg
A estratégia faz parte da iniciativa Internet.org, que está levando acesso à web gratuito para países em desenvolvimento. A Google também desenvolveu uma tecnologia para levar internet a todos. O Project Loon é um balão atmosférico que viaja na estratosfera para fornecer conectividade em lugares remotos ou que sofreram com desastres naturais.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai criar regras que garantam o acesso de pessoas com deficiência aos serviços de telefonia, internet e TV por assinatura. Para consolidar a proposta, a agência receberá sugestões sobre o assunto.
A realização de uma consulta pública sobre o tema foi aprovada na quinta-feira, (30) em reunião da diretoria da agência, em Brasília. Pelo período de 45 dias, a Anatel receberá sugestões para a elaboração do texto final do Regulamento Geral de Acessibilidade em Serviços de Telecomunicações. O prazo começa a contar a partir da publicação da decisão no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer nos próximos dias. Também ficou definido que neste período será realizada uma audiência pública, em Brasília, com a presença de entidades, representantes da sociedade e setores do governo. Para propor a definição de novas normas, a agência levou em conta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos ao Censo de 2010, que mostram que 23,9% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. Também foram ouvidos representantes das prestadoras, da indústria e das pessoas com deficiência auditiva, além do Ministério das Comunicações e da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. A agência realizou ainda uma consulta prévia no ano passado, com contribuições da sociedade. Padronização
A Anatel pretende padronizar, por exemplo, a oferta de planos específicos para pessoas com deficiência auditiva. As empresas também passariam a disponibilizar documentos, como o contrato ou plano de serviço, em formato acessível para deficientes visuais. Já as páginas das prestadoras na internet teriam que estar em formato acessível para todos os tipos de deficiência. O atendimento presencial teria que contar ainda com serviço especializado para deficiente auditivo. A ideia é criar um ranking de acessibilidade, com índices de desempenho a serem definidos pela Anatel, com a classificação das prestadoras que mais desenvolvem ações voltadas ao público com deficiência. Equipamentos
A Anatel também constatou que faltam informações sobre equipamentos com soluções de acessibilidade no mercado brasileiro. É o caso, por exemplo, de telefones fixos ou celulares adaptados. Para resolver o problema, a agência quer que a divulgação dessas informações seja feita de forma clara aos consumidores. Outra sugestão é modernizar os recursos de acessibilidade oferecidos nos telefones públicos, os chamados orelhões. Neste caso, a mudança seria facultativa às empresas responsáveis pelo serviço.
Por Unknown | sexta-feira, 31 de julho de 2015 |
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Uma vulnerabilidade bastante preocupante foi descoberta e anunciada por Joshua J. Drake, vice presidente da empresa de análise de segurança Zimperium Labs em entrevista para o business insider, e ela está presente em todos os aparelhos que rodam o sistema operacional da Google, ou seja, o Android, a partir da versão Android 2.2. Com essa vulnerabilidade um hacker poderia ter acesso a todo o conteúdo do aparelho e inclusive ter controle dele.
Ela está presente por causa de um erro de segurança em uma das bibliotecas do sistema, e foi batizada de Stagefright. Não há como saber exatamente quais são os detalhes de erro dessa falha, mas ela capacita hackers a invadir o aparelho que rode o Android através de uma simples mensagem de texto. Para ser infectado, o usuário não precisa sequer ler a mensagem, basta receber e mesmo que ele ou o hacker apaguem a mensagem de seu aparelho, ele ainda estará infectado.
Ou seja, tudo que o hacker precisa para ter acesso aos dados do aparelho, infectá-lo e as vezes até controla-lo é o número dele. Ele pode até mandar a mensagem, infectar e apaga-la e o usuário nem vê.
Obviamente, como não poderia deixar de ser, o anúncio desse tipo de vulnerabilidade já deixou todos em alerta e as fabricantes já estão trabalhando com medidas de segurança para evitar esse tipo de ataque enquanto a Google prometeu que já está estudando tudo para achar uma solução para o erro.
Não há muito o que o usuário possa fazer para impedir que o smartphone possa vir a ser infectado por esse tipo de falha, a não ser desligar o aparelho durante a noite ou ficar atento as atualizações propostas, já que a solução pode chegar através delas. Porém a boa notícia é que por enquanto ainda não há notícias de ataques realizados a partir dessa vulnerabilidade, ou seja, ela pode ainda não ter sido descoberta pelos hackers e terá uma solução antes que isso aconteça.
Por Unknown | quinta-feira, 30 de julho de 2015 |
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O casal americano de pesquisadores de segurança Run Sandvik e Michael Auge publicou um vídeo online para mostrar como eles conseguiram hackear o sistema do fuzil inteligente Tracking Point TP750, utilizado por atiradores de elite. No vídeo, eles demonstram como acessar o servidor e recalcular o alvo antes do disparo. O fuzil, que é comercializado nos Estados Unidos por 13 000 dólares, permite configurar o alvo em um computador de bordo online, que funciona por meio de dispositivos móveis Android ou equipamentos com Wi-Fi. Além disso, o modelo TP750 da Tracking Point consegue mirar o objeto de disparo a uma distância de até 900 metros.
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A fim de testar o sistema de segurança dos computadores de bordo dos equipamentos da Tracking Point, o casal de pesquisadores dedicou um ano até conseguir hackear o fuzil que roda o sistema operacional Linux.
Na hora de explorar a vulnerabilidade do software, o casal se conectou ao Wi-fi, por meio da senha padrão – o que já permite que qualquer pessoa tenha acesso ao computador de bordo da arma – e, depois, conseguiu acessar a interface do servidor do fuzil para realizar as alterações balísticas antes do disparo.
Com o acesso ao servidor, foi possível alterar comandos básicos da arma inteligente como recalcular, mudar o alvo e desabilitar o disparo do atirador e até bloquear o acesso ao computador de bordo.
A pesquisa completa será divulgada durante a conferência de segurança Black Hat que acontece em Las Vegas do dia 1 a 6 de agosto. Enquanto isso, em declaração ao site de notícias Wired, o fundador da Tracking Point John McHale disse que corrigirá o mais rápido possível a falha de segurança dos equipamentos da empresa.
O celular superou os computadores de mesa e passou a ser o aparelho mais usado por crianças e adolescentes para acessar internet. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (28) pelo Comitê Gestor da Internet (CGI) indicou que 82% dos jovens acessam a rede por telefones móveis, enquanto 56% navegam em dispositivos fixos. Os dados foram coletados a partir de 2,1 mil entrevistas domiciliares com jovens entre 9 e 17 anos, feitas em 2014.
Em 2013, o percentual de crianças e adolescentes que acessava à internet pelo celular era 53%, e pelo computador, 71%. Também cresceu significativamente o índice de jovens que acessam a rede por tablets, de 16%, em 2013, para 32%, em 2014. O estudo mostrou ainda que 81% da população dentro da faixa etária analisada acessa a internet todos os dias. Em 2013, o percentual era 63%.
A maior motivação dos jovens para usar a rede é entrar nas redes sociais (73%), buscar informações para trabalhos escolares (68%) e pesquisas de interesse pessoal (67%). Outro uso importante é o de aplicativos de mensagens instantâneas (64%). Em seguida vêm atividades recreativas como ouvir música (50%) e assistir vídeos (48%).
Apesar do aumento da navegação, as habilidades relacionadas ao uso da rede não cresceram na mesma proporção. Na faixa de 11 a 17 anos, 64% disseram que sabem bloquear as mensagens enviadas por uma pessoa indesejada. Em 2013, o índice era 55%. O percentual de jovens que sabem mudar as configurações de privacidade nos perfis das redes sociais, escolhendo que informações deixar públicas, caiu de 58% para 56%. O número de adolescentes que sabem comparar informações de páginas diferentes para checar a veracidade dos dados subiu de 42% para 46%.
A migração para o acesso por outros dispositivos indica também mudanças de hábito, como explica a oficial do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) Gabriela Mora. “Os adolescentes estão usando a internet de uma forma cada vez mais individualizada. E uma das características também é essa busca por autonomia. É importante respeitar isso”, destacou.
Junto com a pesquisa, o Unicef lançou a campanha Internet Sem Vacilo, que busca conscientizar sobre os riscos e comportamentos problemáticos na internet. “Então, a campanha provoca muito mais no sentido de estabelecer diálogos do que controle. Mais do que trabalhar com uma supervisão ou restringir o que o adolescente acessa”, acrescenta Gabriela sobre as peças publicitárias estreladas por apresentadores de canais com apelo entre o público jovem no Youtube.
A busca por privacidade e independência é, na avaliação de Gabriela, uma característica normal da idade. “Isso faz parte da própria constituição do sujeito que está ali construindo a sua identidade, criando laços com pessoas que estão fora do círculo familiar. A adolescência é isso, essencialmente”, ressaltou.
Por isso, é importante que os pais e as escolas discutam a relação dos jovens com a rede, ressalta o pesquisador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic) Fábio Senne. Segundo ele, os estudos têm mostrado que uma visão mais participativa tem sido mais efetiva do que impedir que as crianças façam acesso. As crianças devem acessar a internet, devem exercer a sua liberdade de expressão e seus pontos de vista na rede, no seu entender, mas a conversa e a mediação sobre o uso que está sendo feito são fundamentais.
A Procuradoria da República no Rio Grande do Norte abriu uma investigação sobre o site "Tudo Sobre Todos" que oferece informações pessoais de brasileiros em uma simples busca pelo nome completo ou mesmo pelo número do CPF. São dados que vão de endereço, data de nascimento, nome de parentes, até nome de vizinhos. Apenas algumas das informações são abertas, mas para ter a ficha completa de uma determinada pessoa basta comprar créditos que custam R$ 0,99.
"É óbvio que a existência de tal banco de dados, em princípio, representa uma violação às clausulas constitucionais da inviolabilidade da intimidade, da vida privada e dos dados das pessoas", apontou o procurador Kleber Martins de Araújo, após fazer uma busca do próprio nome no site.
Segundo ele, até a última sexta-feira, 24/07, não havia nenhum processo extrajudicial instaurado para averiguar a legalidade do "Tudo sobre Todos" e adotar as providências cabíveis. Na abertura da investigação, Araújo recomendou a retirada do site do ar enquanto a legalidade da sua permanência não é decidida em definitivo.
Nesta segunda-feira, o site “Tudo Sobre Todos”, que gerou diversas reclamações nos últimos dias por divulgar informações de pessoas físicas sem autorização, saiu do ar para parte dos usuários. Até o momento, segundo o Ministério da Justiça, não houve uma denúncia formal para uma cobrança oficial. O 'Tudo sobre todos' está hospedado na Suécia e oferece informações pessoais de brasileiros em uma simples busca pelo nome completo ou mesmo pelo número do CPF. São dados que vão de endereço, data de nascimento, nome de parentes, até nome de vizinhos. O que mais preocupa é a precisão dos resultados do "Tudo sobre Todos".
Nos testes realizados pelo UOL Tecnologia, apenas crianças e alguns jovens com menos de 18 anos não foram encontrados no banco de dados. Em alguns casos, o endereço apareceu desatualizado, em outros, o site aponta uma quadra como endereço. Como estes dados podem ser obtidos de maneira legal, o site não está necessariamente contra a lei, dizem especialistas ouvidos pelo UOL Tecnologia.
Nome, CEP e vizinhos são informações que todos podem acessar, mas para ter a ficha completa é preciso comprar créditos que custam apenas R$ 0,99. No primeiro acesso feito pela reportagem, a compra podia ser feita pelo cartão de crédito. Mas, algumas horas depois, a aquisição foi restrita à moeda virtual bitcoin. Apesar de assustar, segundo a especialista em direito digital Renato Opice Blum, o site só seria considerado ilegal caso ficasse provado que as informações fornecidas tenham sido colhidas a partir do vazamento de dados sigilosos. "Ou seja, se a coleta foi feita a partir da consolidação de informações públicas, não há nenhuma infração."
Em maio deste ano, caso semelhante ocorreu com a divulgação do site Nomes Brasil --que divulgava nome, número de CPF e a situação dos consumidores perante a Secretaria da Receita Federal. Alvo de polêmicas e de denúncias de cidadãos nas redes sociais, ele foi retirado do ar após notificação do Ministério da Justiça. A empresa por trás do "Tudo sobre Todos" tem sede na África, em Seicheles, um país insular no Oceano Índico. No Linkedin, a empresa diz ser uma multinacional que mostra dados de fontes públicas, com a missão de disponibilizar dados oficiais de maneira simples, rápida e direta. Fonte: UOL Tecnologia e agências de notícias
Por Unknown | quarta-feira, 22 de julho de 2015 |
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Há poucos meses, o Grande Colisor de Hádrons passou a funcionar em potência máxima, e já ajudou em mais uma grande descoberta. Uma equipe de cientistas encontrou uma nova classe de partículas subatômicas conhecidas como pentaquarks.
Os quarks foram propostos pela primeira vez em 1964, pelo físico americano Murray Gell-Mann, e a existência deles mudou a forma como as pessoas pensam sobre a física de partículas.
Quarks são uma série de partículas subatômicas com carga elétrica. Elas se juntam para formar partículas maiores como prótons e nêutrons, que são feitos de três quarks.
Mas eles podem se unir para formar outras entidades, também. Existem os tetraquarks, com quatro partículas, que o LHC encontrou no ano passado.
E durante muito tempo, especulava-se que a classe "pentaquark" poderia existir: trata-se de uma partícula formada por quatro quarks e um anti-quark. Vários experimentos pareciam tê-la encontrado, mas foram questionados ao longo dos anos. Agora, pela primeira vez, pesquisadores que trabalham no experimento LHCb encontraram provas firmes de sua existência.
Guy Wilkinson, do LHCb, diz em um comunicado à imprensa que o pentaquark não é uma nova partícula qualquer. Ele explica:
A equipe identificou a existência do pentaquark prestando atenção no decaimento de uma partícula: enquanto ela se dividia em três partículas, os cientistas observaram um estado de transição com duas outras partículas nunca observadas anteriormente.
"Aproveitando o grande conjunto de dados fornecido pelo LHC, e a excelente precisão do nosso detector, examinamos todas as possibilidades para estes sinais, e concluímos que eles só podem ser explicados por estados pentaquark", diz o físico Tomasz Skwarnicki no comunicado.
Agora, os cientistas vão estudar a estrutura dos pentaquarks, para entender exatamente como eles se formam. Os pesquisadores do CERN esperam encontrar matéria escura com o LHC, o que ainda não aconteceu - mas esta nova classe de partículas é um marco na física.
Por Unknown | quinta-feira, 16 de julho de 2015 |
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Seguindo a máxima do "nada de cria, tudo se copia", brasileiros criaram o Faceglória, rede social inspirada no Facebook, mas com um enfoque cristão. A rede de Mark Zuckerbeg não gostou nada da história, e enviou um aviso de que a versão religiosa estaria infringindo sua marca registrada. "Como qualquer empresa, nós temos que proteger nossa marca", anunciou um porta-voz do Facebook à CNN Money.
Apesar do Facebook, que tem 1,2 bilhão de usuários ativos, permitir esconder e denunciar conteúdos considerados ofensivos, ainda é bastante comum se deparar com notícias pesadas, fotos com pessoas e animais mortos e discursos de ódio. Essa foi a principal justificativa do grupo de evangélicos que criou a versão alternativa da rede social, onde somente são permitidas notícias e conteúdos considerados corretos pelos usuários. Por exemplo, no Faceglória não é permitido nudez, violência, palavrões ou fotos de consumo de álcool, cigarro ou drogas, e também não permitem imagens de beijo entre pessoas homossexuais. A rede "copycat" já soma 100 mil usuários desde que entrou no ar em junho, e reflete o crescimento e fortalecimento da comunidade evangélica no país.
Parceria
Atilla Barros, co-fundador do Faceglória, tem planos ambiciosos com relação ao crescimento do site. Ele pretende expandir a rede cristã para todo o mundo e, inclusive, já comprou o domínio Faceglory.com para garantir. Em entrevista à CNNMoney, Atilla revelou ter intenções de se encontar com Zuckerberg para sugerir uma parceria. "Na minha humilde opinião, Mark é um gênio e pode ser nosso padrinho nessa longa e difícil caminhada", revela Barros. "Eu acredito que ele [Zuckerberg] também não gostaria que sua rede se tornasse um lugar para pornografia, violência, etc.", completa.
Por Supermercado Oliveira | sexta-feira, 10 de julho de 2015 |
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conflito entre Facebook e FaceGlória não ocorre somente no Brasil. O site de Mark Zuckerberg também contesta o registro da marca FaceBarça, feito na Espanha pelo criador da rede social voltada a evangélicos, Acir Filló dos Santos, também prefeito de Ferraz de Vasconcelos (SP).Em notificação extrajudicial enviada à empresa responsável pela estratégia de propriedade intelectual do FaceGlória, a Alpha Atlantic, os advogados do Facebook chamaram o pedido do registro na Espanha de "ousadia".O Facebook já acusou o criador do FaceGlória de "copiar" sua marca no Brasil ao criar a rede social voltada a evangélicos.Enviado em 1º de julho, pela Danneman Siemsen Advogados, o documento pede que Santos abra mão da tentativa de registrar "FaceBarça" até a próxima segunda-feira (13). Caso contrário, a rede social fará uma oposição formal à Oficina Española de Marcas y Patentes (equivalente ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, o Inpi, no Brasil).O registro da marca foi solicitado ao órgão em abril deste ano. Já há algumas oposições á concessão, mas o sistema da Oficina não informa quem são as empresas ou pessoas contrárias ao processo.Santos assinalou o FaceBarça como uma marca de serviço de telecomunicações. A página na internet já existe, mas ainda não possui nenhum conteúdo.Santos disse que "talvez nunca exista nada". "É apenas um domínio registrado como há milhões de outros domínios registrados dos mais variados assuntos", afirmou. O Facebook, pelo visto, não concorda, e mobilizou sua equipe jurídica."Apesar dessa reiterada infração à famosa marca Facebook, meu cliente prefere esgotar todas as alternativas para uma solução amigável evitando assim uma oposição à marca 'FaceBarça' na Espanha, cujo prazo espira em 13 de julho próximo, além de outros procedimentos administrativos e judiciais mais custosos", escreve Sandra Leis, sócia do Danneman Siemsen Advogados.
Por Supermercado Oliveira | quarta-feira, 8 de julho de 2015 |
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Para algumas pessoas, resistência é um fator a ser considerado na escolha de um novo smartphone. Pensando (também) nesse público, a Turing Robotics anunciou que vai disponibilizar no mercado o Turing Phone, aparelho que tem uma carcaça feita com Liquidmorphium, material mais forte que titânio.
Com pré-venda agendada para iniciar em 31 de julho, o Turing Phone também conta com um processador exclusivo para encriptação conhecido Turing Imitation Key, que, como no processo comum, codifica dados no próprio aparelho e não permite que informações sejam repassadas para um servidor.
Esse, aliás, não é o único ponto no que diz respeito à segurança, já que o aparelho apresenta um leitor biométrico que, diferente do que é visto no iPhone 6 ou no Samsung Galaxy S6, por exemplo, está localizado na lateral do smartphone.
Somado a isso, ele também traz um revestimento à prova d’água e o Binnacle Oceano Master, permitindo que ele fique submerso a até 30 pés de profundidade.
Conhecendo o aparelho por dentro
No que diz respeito às especificações técnicas, o Turing Phone tem características capazes de agradar ao público mais exigente – cortesia do processador Snapdragon 801 de 2,5 GHz, dos 3 GB de RAM, possibilidade de até 128 GB de armazenamento interno e câmeras traseira e frontal de 13 megapixels e 8 megapixels, respectivamente.
Confira as especificações técnicas do aparelho a seguir:
Especificações técnicas
Tela: 5.5 polegadas, com resolução Full HD Processador: Snapdragon 801 de 2,5 GHz Memória: 3 GB de memória RAM Armazenamento: 16 GB, 64 GB ou 128 GB de espaço para armazenamento interno Câmera: frontal de 13 megapixels e traseira de 8 megapixels Bateria: 3.000 mAh Conexões: WiFi 802.11ac e Bluetooth 4.0, além de NFC Sistema operacional: Android 5.1
E quanto fica a brincadeira?
Caso esteja coçando a mão para saber quanto vai precisar desembolsar para ser o dono de uma das 10 mil unidades do aparelho, a Turing Robotics já divulgou os preços do smartphone, que variam de US$ 610 (aproximadamente R$ 1.900) para o modelo de 16 GB a US$ 870 (algo em torno de R$ 2.720) para a versão de 128 GB.
O que achou da proposta do Turing Phone? Ficou tentado a comprar um ou os preços são relativamente altos para fazê-lo mudar de ideia? Deixe a sua opinião no espaço destinado aos comentários.
Por Unknown | domingo, 31 de maio de 2015 |
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Inspirados na capacidade dos animais de se adaptar a lesões e ferimentos, cientistas da França e dos Estados Unidos criaram robôs capazes de se ajustar a defeitos em menos de dois minutos, recuperando sozinhos a capacidade de realizar as tarefas originais. Em experimento, descrito na quarta-feira, 27, na revista Nature, um robô de seis pernas conseguiu se adaptar para se locomover mesmo quando duas delas estavam quebradas.
Outra demonstração foi feita com um braço robótico que, com várias juntas defeituosas, aprendeu sozinho a modificar os movimentos para colocar um objeto no lugar correto.
Os feitos foram possíveis graças ao desenvolvimento de um novo algoritmo batizado de Tentativa e Erro Inteligente. Com ele, robôs realizam rápidos experimentos, após a ocorrência de um defeito, até que descubram comportamento inédito que compense as limitações impostas pelo problema.
Segundo os autores, a inovação se baseou nas estratégias dos animais de se adaptar a danos. O princípio é o mesmo usado por uma pessoa que, após machucar o tornozelo, encontra maneira de andar apesar do ferimento. Com o novo algoritmo, cientistas esperam que, no futuro, robôs possam superar uma de suas principais limitações, que consiste em parar de funcionar ao surgir um defeito.
"Quando são feridos, os animais não começam a aprender do zero. Têm intuições sobre diferentes formas de se comportar. Essas intuições permitem que selecionem, de forma inteligente, alguns comportamentos para testar. Depois de testes, escolhem um que funcione, apesar do ferimento. Criamos robôs que conseguem fazer isso", disse um dos autores do estudo, Jean-Baptiste Mouret, da Universidade Pierre and Marie Curie (UPMC), na França.
Ao ser programado para uma tarefa, o robô usa simulação computacional de si mesmo para criar um mapa detalhado do espaço onde desempenhará a ação. Esse mapa representa as "intuições" do robô sobre diferentes comportamentos possíveis e sobre a eficiência de cada um deles. Quando o robô sofre um dano, ele usa essas "intuições" para orientar o algoritmo de tentativa e erro, que o conduz a rápidos experimentos até descobrir o comportamento compensatório adequado.
De acordo com outro dos autores, Antoine Cully, também da UPMC, cada comportamento testado pelo robô é como um experimento. Se um deles não funciona, o robô é inteligente o bastante para descartá-lo e tentar outra opção. "Se, por exemplo, andar apoiado com ênfase nas pernas de trás não estiver funcionando bem, ele tentará andar com ênfase nas pernas da frente. O que nos surpreendeu foi a rapidez com que consegue aprender uma nova maneira de andar", disse Cully.
Futuro O mesmo algoritmo permite que robôs se adaptem a situações imprevistas. A técnica, segundo os cientistas, ajudará a desenvolver robôs mais robustos, eficientes e autônomos no futuro. "Pode permitir a criação de robôs que ajudem equipes de resgate, dispensando atenção contínua. Pode também tornar mais fácil a criação de robôs de assistência pessoal que continuem a ser úteis mesmo quando têm uma peça quebrada", disse outro autor, Danesh Tarapore, da UPMC.
Segundo ele, no futuro, os robôs poderão atuar em situações como o acidente nuclear de Fukushima, substituindo voluntários humanos que foram submetidos a altas doses de radiação. Poderiam ainda combater incêndios florestais e fazer tarefas domésticas. Cully disse que uma de suas motivações para criar novos robôs é ajudar pessoas doentes e idosos.
Para outro autor, Jeff Clune, da Universidade de Wyoming (EUA), a inovação é importante passo em direção a robôs capazes de trabalhar fora de ambientes confinados e controlados, como laboratórios e fábricas.
O Programa Banda Larga nas Escolas, assumido pelas prestadoras do serviço, em metas contratuais de universalização dos serviços de telecomunicações, contabiliza 84 mil escolas públicas com internet gratuita, informou hoje (18) a Associação Brasileira de Telecomunicações.
De acordo com a entidade, do total, 66 mil são escolas públicas de ensino fundamental e médio localizadas em áreas urbanas e 18 mil, nas áreas rurais dos municípios. Entre as instituições, há escolas municipais, estaduais e federais.
A infraestrutura de banda larga fixa foi fornecida pelas concessionárias de telefonia, conforme previam os editais de licitação do serviço. O programa começou a ser implantado em 2008, quando a meta era conectar 55 mil instituições de ensino – número ampliado para alcançar as novas escolas públicas de ensino identificadas pelo censo escolar.