A internet transformou, definitivamente, a forma como aprendemos e acabou virando uma grande aliada na educação formal. Por meio da web, os usuários podem explorar ferramentas tanto para adquirir conhecimentos, quanto utilizá-las para ensinar aquilo que sabem de melhor. Isso acontece em um ambiente democrático onde todo mundo pode usufruir do conteúdo.
A química, a física, as dúvidas de fotografia, o nó na gravata ou a pintura de uma parede, encontram seus espaços no ambiente online e são conteúdos fortemente consumidos pelo público, pois existem pessoas querendo aprender. Basta analisar os dados do Google Trends para entender o que acontece. O número de pessoas que fazem pesquisas utilizando o termo “como” é infinitamente maior do que as que buscam por “quem”, “por que”, “quanto” ou “onde”.
E a pergunta do como fazer “qualquer coisa” é sempre melhor respondida na prática. Todo mundo só acredita vendo e, nesse contexto, os vídeos online ganham cada vez mais espaço. Se algo precisa ser consertado, modificado, substituído, melhorado ou aprendido, deve haver um vídeo explicando todo o processo. Em suma: todo e qualquer conteúdo é possível ser encontrado no YouTube, considerado uma grande plataforma de aprendizado.
Para contextualizar melhor, hoje em dia existem milhões de exemplos de pessoas que estão aprendendo muito com os conteúdos da plataforma de vídeos. O Julio Yego, atleta queniano de arremesso de dardos, aprendeu a maioria das técnicas do esporte sem ter um técnico. Ele assistia vários vídeos no YouTube e tentava copiar aquilo que via. Foi dessa forma que chegou a ser campeão mundial na sua modalidade. Outro exemplo é o jovem inglês de 12 anos, que conseguiu aprender programação na web e hoje ganha £30,000 por ano.
Assim como temos exemplos de quem aprende, também existem inúmeras pessoas que têm a possibilidade e capacidade de passar seus conhecimentos e ensinar aqueles que querem aprender. Apaixonado por invenções e ciência, Iberê Thenório criou o canal Manual do Mundo para divulgar suas invenções que vão desde ensinar a congelar a água em um segundo, a como fazer uma melancia de torneira. Hoje, Iberê é um dos maiores youtubers do Brasil, e vem faturando bem por conta disso.
Mas cuidado, nem tudo é tão bom quanto parece. Ter discernimento do que pode ou não pode ser compreendido na web é muito importante. Digo isso porque hoje, há milhões de pessoas que deixam de ir ao médico, por exemplo, porque fazem os seus próprios diagnósticos por meio de vídeos e tutoriais visto na internet. Existem inúmeras situações em que o conhecimento só pode ser passado por um profissional que realmente entenda do assunto. Se não for assim, os conteúdos disponíveis na web, se tornam perigosos.
Ninguém nasce sabendo e todo mundo começa exatamente do mesmo ponto: no zero. Mas a possibilidade de aprender algo nunca esteve tão fácil. Está pensando em começar um canal no YouTube? Então pergunta-se: o que eu e a minha marca podem ensinar melhor do que ninguém? Certamente tem alguém querendo aprender com vocês.
Por Unknown | sábado, 2 de janeiro de 2016 |
Postado em
Negócios,
Noticias
As tarifas de ônibus urbanos do Rio de Janeiro e de Salvador estão mais mais caras desde hoje (2). Um decreto do prefeito Eduardo Paes, publicado no Diário Oficial do município no dia 31 de dezembro, aumentou o preço da passagem de R$ 3,40 para R$ 3,80.
O reajuste se aplica também ao Bilhete Único Carioca, que pode ser usado em até duas viagens em ônibus ou ônibus e trem dentro do Rio.
O aumento de 11,8% foi calculado através de índices da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em Salvador, o reajuste foi de 10% (ou R$ 0,30), já que a tarifa passou de R$ 3 para R$ 3,30.
Apesar de ter sido anunciado na última quinta-feira (31), o aumento da tarifa pegou alguns passageiros de surpresa no Rio de Janeiro. O porteiro Otoniel Ramos, que mora em Nova Iguaçu e precisa de dois ônibus para chegar ao trabalho, na zona norte da cidade, disse que não sabia que uma nova tarifa entraria em vigor hoje.
“Vi muitas pessoas dando o dinheiro ao motorista e só depois o motorista diz que a passagem aumentou. Esses reajustes acabam caindo sobre a população em geral. No final, é o trabalhador que acaba pagando”, disse.
No Rio também houve hoje aumento da tarifa de táxis (a bandeirada subiu de R$ 5,20 para R$ 5,40, enquanto o quilômetro rodado passou a custar R$ 2,30).
Já em Salvador, o mesmo reajuste da tarifa de ônibus foi aplicado ao metrô, também a partir de hoje.
Além de Rio e Salvador, outras capitais também já tiveram ou terão aumentos de tarifas de ônibus neste mês, como Boa Vista (10,7% desde ontem), Belo Horizonte (8,45% a partir do dia 3), Florianópolis (11,94% a partir do dia 3) e São Paulo (8,57% a partir do dia 6).
De um lado, números decretando o pior resultado em vendas nos shoppings brasileiros no Natal dos últimos 10 anos, com a queda de 1%; do outro, um acréscimo de 26% no comércio online. De acordo com números da E-Bit/Buscapé, o desempenho das vendas na internet no Natal e na Black Friday (final de novembro) ultrapassaram a projeção anterior, que esperava um avanço de 22%.
As categorias mais procuradas foram eletrodomésticos, moda e acessórios e telefonia e celulares. Em quantidade de pedidos, o crescimento foi de 16%, em relação ao mesmo período do ano anterior; considerando o valor médio das compra, que ficou em R$ 420,08, o aumento foi de 8,4%.
Queda nas lojas físicas
Nos shopping centers, as vendas no período do Natal caíram 1% em 2015, já descontada a inflação, o maior recuo registrado nos últimos 10 anos, de acordo com números da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).
No acumulado do ano, houve crescimento de 1,07% em relação a 2014 -- R$ 145 bilhões contra R$ 143,47 bilhões. Descontada a inflação, houve queda de 2,82%, a R$ 130,5 bilhões. No entanto, considerado os valores deflacionados, as vendas de 2015, nos últimos 10 anos, só não foram maires que as de 2014 (R$ 134,29 bilhões).
Depois de cinco anos de negociações, os Estados Unidos e o Japão fecharam, nesta segunda-feira (5/10), a Parceria Transpacífico com outras dez nações. O pacto de livre comércio une 40% da economia mundial e pode se tornar o maior acordo regional na história.
O acordo promovido pelo presidente Barack Obama encarada como "a estrutura comercial do século", teve de superar conflitos de última hora entre os EUA e a Austrália por novos regulamentos da indústria farmacêutica. O seu objetivo é a redução das tarifas comerciais e o estabelecimento de novas regras comuns entre as 12 economias envolvidas, liderados pelos EUA e o Japão.
O acordo abrange a criação de padrões comerciais, de investimento, o intercâmbio de informações e propriedade intelectual. Os outros países envolvidos nas negociações do acordo são Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã. As negociações entre eles, que tinha o prazo de 2 de outubro, foram prejudicadas nos últimos dias pelos conflitos sobre produtos farmacêuticos.
O acordo, que ganhou a sigla TPP em inglês, foi impulsionado por Obama no início de seu primeiro mandato em conjunto com outros quatro países, que podem fortalecer seu legado econômico na presidência. Os Estados Unidos conseguiram com o acordo do Pacífico um novo quadro que serve como um contrapeso para a economia da China na região. Embora Pequim não estivesse envolvida nas negociações propriamente ditas, será afetada pelas consequências do pacto.
As 12 nações unidas pelo TPP acordaram novas regras para setores que vão desde produtos farmacêuticos até automóveis. O pacto também prevê a criação de novas barreiras comerciais, a abertura de mercados de exportação, a unificação das regras para lidar com a propriedade intelectual sobre os dados com grandes corporações e períodos de exclusividade no caso da fabricação de medicamentos.
Estados Unidos e Japão lideram o acordo que terá de ser ratificado pelo Congresso dos EUA
Este último ponto marcou negociações no fim de semana, quando já havia passado o prazo para selar o pacto. Os EUA queriam impor um limite de 12 anos de exclusividade de mercado para medicamentos antes de permitir que outras empresas usassem as mesmas fórmulas, para coincidir com as regras do direito dos EUA. No entanto, países como a Austrália defendiam por um período máximo de exclusividade de 5 a 8 anos, por medo de que um atraso na inovação aumentasse os custos e impedisse a criação de medicamentos genéricos.
O novo acordo de comércio livre para a região ainda deve ser ratificado pelo Congresso dos EUA, imerso em um estado de consequências imprevisíveis na sequência da demissão do líder da maioria e presidente da Câmara, o republicano John Boehner. O país também está na campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 2016 e do TPP pode tornar-se uma nova fonte de atrito entre os candidatos.
A produção da indústria nacional caiu pelo terceiro mês seguido. Em agosto, na comparação com julho, o recuo foi de 1,2%, o maior para o mês desde 2011. Com esse resultado, o setor acumula queda de 6,9% no ano e de 5,7% em 12 meses.
Já na comparação anual, contra agosto de 2014, a atividade fabril caiu 9%, a maior baixa nessa base de comparação (agosto contra agosto) da série histórica do IBGE, que teve início em 2003. A maioria dos setores analisados mostrou resultados negativos. O mais expressivo partiu dos veículos automotores, reboques e carrocerias, que registraram queda foi 26,2% na produção.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A indústria, nesse momento, opera 15% abaixo do nível mais alto da série, alcançado em junho de 2013. A indústria em termos de patamar, é algo similar ao que se tinha em termos de produção em 2009. E naquele ano de 2009, o fechamento do ano teve recuo de 7,1%”, analisou André Luiz Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.
Também contribuíram com essa queda geral da indústria as reduções de produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,7%), de máquinas e equipamentos (-15,3%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-30,3%), de produtos de metal (-15,7%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,7%), entre outros.
“A queda de 9% é o 18º resultado negativo consecutivo para esse tipo de comparação. Novamente bens de capital e bens duráveis são as duas categorias econômicas que mostram perdas acentuadas. Ressaltando que o resultado negativo de 33,2% de bens de capital é o resultado negativo mais intenso da série, para esse tipo de comparação.”
Na contramão, impedindo que o tombo da indústria fosse ainda maior, cresceu a produção das indústrias extrativas (2,9%), "impulsionado, em grande parte, pelos avanços nos itens minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo".
Na análise dos tipos de produtos fabricados, os bens de capital registraram queda de 33,2%, influenciados pela menor produção de caminhões e tratores, e os bens de consumo duráveis recuaram 14,6%, puxados pelas retrações na fabricação de automóveis, de eletrodomésticos da linha branca e da marrom.
“Quando a gente observa a redução nos resultados de bens de capital, sugere ambiente de incerteza é relevante nesse momento, que faz com que empresários adiem suas decisões nesse momento. Ele observa a demanda que existe nesse momento e avalia que a capacidade instalada é capaz de dar conta da demanda que existe nesse momento”, disse Macedo.
Também diminuiu a produção de bens de consumo semi e não-duráveis (-7,6%) e de bens intermediários (-5,5%).
“Crédito mais escasso, mais caro, associado a essa demanda doméstica caminhando de forma mais lenta, incerteza do consumidor, o que faz com que se adie consumo, está por trás de todo esse comportamento negativo que a gente observa em bens de consumo duráveis e semi e não-duráveis”, disse o gerente do IBGE.
No mês
De julho para agosto, a queda foi menos intensa do que frente ao mês do ano passado, mas a produção da indústria também alcançou a maioria dos setores. Assim como na comparação anual, a maior baixa partiu de veículos automotores (-9,4%).
Também contribuíram negativamente as indústrias de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%), de produtos de metal (-3,0%) e de metalurgia (-1,3%), entre outros.
Na contramão, cresceu o setor de produtos alimentícios (2,4%), recuperando a queda de mais de 5% em julho.
Caíram ainda as produções de bens de capital (-7,6%) e de bens de consumo duráveis (-4,0%), "influenciadas, em grande parte, pela menor produção de caminhões, na primeira, e de automóveis e eletrodomésticos, na segunda, ainda afetadas pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas".
Na mesma esteira, está o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis, que recuou 0,3%. O único ramo que teve resultado positivo nessa base de comparação foi o de bens intermediários, que cresceu 0,2%.
Dólar
Sobre o efeito da alta do dólar e o impacto da valorização da moeda sobre as exportações, André Luiz Macedo afirmou que a indústria observa “algum tipo de melhora [nas exportações], mas ainda totalmente incapaz de se reverter essa trajetória de queda que está bem marcada no setor industrial”.
A agência de classificação de riscos Standard & Poor's retirou o selo de bom pagador do Brasil nesta quarta-feira, ao cortar o rating do país para "BB+" ante "BBB-", após o governo brasileiro mudar o cenário fiscal para 2016, com uma projeção de déficit primário.
Além de retirar do Brasil o grau de investimento, a S&P sinalizou que pode colocar o Brasil ainda mais para dentro do território especulativo ao manter a perspectiva negativa para a nota brasileira.
O movimento da agência é um grande revés para o governo brasileiro, que enfrenta uma crise econômica e política e vinha buscando meios de se manter entre os países reconhecidos como bons pagadores pelas agências de classificação de riscos.
A S&P foi a primeira das três principais agências de classificação de riscos a conceder ao Brasil o selo de bom pagador, em abril de 2008, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E agora é a primeira a colocar o Brasil de volta ao grau especulativo.
O Banco Central informou que, entre janeiro e agosto, os saques da poupança superaram os depósitos em 48,49 bilhões de reais. Isso faz de 2015 o ano com o maior volume de retiradas desde 1995. Em agosto, os saques somaram 7,5 bilhões de reais, também um recorde para o mês. Até então, o pior agosto para a caderneta havia sido em 1999. Com o resultado do mês passado, o saldo total da poupança ficou em 645,11 bilhões de reais, já incluindo os rendimentos do período, no valor de R$ 4,37 bilhões. Os depósitos na caderneta somaram R$ 155,95 bilhões no mês passado, enquanto as retiradas foram de R$ 163,45 bilhões.
Campinas é um dos principais polos econômicos e de produção científica do país. O município do interior de São Paulo tem população de cerca de 1 milhão de pessoas e a Região Metropolitana é responsável por 3% do Produto Interno Bruto (PIB) através de seu centro industrial, o terceiro maior do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. A cidade abriga uma das principais universidade do país, a Unicamp, responsável por 15% de toda a produção científica do Brasil, reunindo 20 institutos de pesquisa e tecnologia.
Recentemente, a diretora de Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli, reconheceu a vocação da região de Campinas para o turismo de negócios. Em palestra durante o 4ª Fórum de Investimentos em Campinas e Região, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) e pelo Lide Campinas ela lembrou que um turista de lazer gasta em média US$ 74 contra US$ 300 do turista de negócios. Em média, Campinas sedia cerca de 6 mil eventos por ano, recebendo 1.5 milhão pessoas em eventos corporativos, segundo informações do site da Prefeitura de Campinas.
A principal porta de entrada da cidade é a Rodoviária de Campinas , reformada em 2008, é a segunda maior do estado de São Paulo e é a principal estação de transporte intermunicipal e interestadual da cidade. Em dias normais e, especialmente, em datas comemorativas, as rodoviárias ficam lotadas de passageiros com destinos variados. O Brasil possui uma extensa malha rodoviária, conectando diversos lugares do país a terminais de grandes centros urbanos. O brasileiro viaja bastante de ônibus: a comodidade e pontualidade oferecidas por companhias, assim como a flexibilidade em relação ao peso da bagagem (três vezes superior à quantidade permitida em voos), são alguns dos fatores que impulsionam a preferência pelo transporte terrestre.
Adquirir passagens de ônibus pela internet facilita ainda mais a vida do passageiro, preferencialmente em sites confiáveis. Neste cenário de crescimento, as rodoviárias são o ponto de entrada e saída para muitos — e estão se tornando cada vez mais sofisticadas.
Rodoviária de Campinas possui três andares O terminal foi projetado para facilitar o intenso fluxo de usuários, proporcionando mais conforto e acessibilidade à viagem. Há oito pontos de sanitários no terminal (com opções adaptadas para deficientes), que dispõem de secadores de mãos e torneiras eletrônicas com sensores, evitando o desperdício de água e a produção excessiva de lixo. Turistas transitam em segurança e podem contar com inúmeras facilidades para tornar sua viagem ainda mais agradável:
Há fiscais no terminal especializados para prestar assistência integral a usuários portadores de necessidades especiais; assim como fornecimento gratuito de cadeira de rodas para transporte para translado até a área desejada. Idosos que precisem de acompanhamento também podem contar com auxílio dos profissionais
Estacionamento, balcão de informações, serviços de táxi e guarda-volumes funcionam 24 horas
Há diversos caixas eletrônicos e carregadores de aparelhos espalhados pelo terminal, à disposição do usuário
Serviços Públicos diversos, como o Juizado de Menores e a ARTESP (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo)
A Rodoviária de Campinas conta uma praça de alimentação com várias opções de lanchonetes cafés, quiosques e restaurantes
Existem diversos tipos de estabelecimentos comerciais dentro do terminal rodoviário, como lojas, lan house, farmácia, tabacaria e outros
Sobre o Netviagem O Netviagem é um portal pioneiro em vendas de passagens de ônibus online no país e conta com mais de 1 milhão de clientes cadastrados. Por meio do portal o usuário escolhe os melhores horários, o assento preferido e pode realizar o pagamento com cartão de crédito em um ambiente seguro, com a retirada da passagem minutos antes do embarque. O Netviagem pertence a G&M Soluções, uma empresa brasileira do ramo de tecnologia da informação que há mais de uma década desenvolve soluções para o setor de transporte de passageiros de ônibus.
Por Unknown | quinta-feira, 27 de agosto de 2015 |
Postado em
Negócios,
Noticias
A E-bit/Buscapé, unidade especializada em informações do comercio eletrônico do Buscapé Company, divulga os resultados da 32ª edição do relatório WebShoppers, levantamento mais completo do setor que traça um raio-X do e-commerce. Segundo o estudo, o setor faturou R$ 18,6 bilhões no primeiro semestre de 2015, crescimento nominal de 16% na comparação com o mesmo período de 2014, quando se faturou R$ 16,1 bilhões.
O grande impulsionador deste resultado foi o tíquete médio, 13% maior em relação ao primeiro semestre de 2014, atingindo valor médio de R$ 377, justificado tanto pelo aumento dos preços no setor quanto pelo maior volume de vendas em categorias como Eletrodomésticos e Telefonia/Celulares. Ao total, 17,6 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra em lojas virtuais brasileiras, contabilizando 49,4 milhões de pedidos neste período, o que representa uma queda de 7% no volume de compradores, que pode ter sido potencializada pelos light users, aqueles que costumam realizar ao menos um pedido na Internet por semestre, mas que dessa vez não compraram nada.
Categorias que vendem e faturam mais Moda e Acessórios, apesar de ter apresentado queda se comparada aos primeiros seis meses de 2014, mantém a liderança em vendas por categoria, com 15% do volume de pedidos; logo atrás aparecem Eletrodomésticos, 13%; Telefonia/Celulares, 11%; Cosméticos e Perfumaria/Saúde, 11%; e Assinaturas e Revistas/Livros, 9%.
Por faturamento, Eletrodomésticos está no topo, com 25% de participação; seguida por Telefonia/Celulares, com 18%; Eletrônicos, com 12%, entre outros. Vale ressaltar que as duas primeiras categorias tiveram boa elevação de vendas, sendo que Eletrodomésticos apresentou aumento de 41% no faturamento diante do mesmo período do ano passado.
Uso de dispositivos móveis para compras online Para esta edição, a E-bit/Buscapé realizou uma pesquisa exclusiva, com 2.204 usuários de Internet, em junho deste ano, para analisar alguns aspectos de comportamento quanto ao uso de dispositivos móveis em compras online. O estudo aponta que 83% dos e-consumidores respondentes possuem pelo menos um dispositivo móvel e a conexão por wi-fi (por smartphone ou tablet) em casa é o hábito mais comum de acesso à Internet para 84% dos participantes; seguido por wi-fi no trabalho, em 39%; e por operadoras, 36% pós-pago e 32% pré-pago.
Casa e trabalho são também os ambientes mais citados para as compras online, por 95% e 46% dos entrevistados, respectivamente; seguidos de casa de amigos ou parentes, 9%. O levantamento mostra, ainda, que 14% efetuaram a aquisição de um produto através de um dispositivo móvel estando dentro da loja física nos últimos seis meses, o que denota uma maior utilização dos aparelhos móveis dentro de lojas físicas, durante o processo da compra, para pesquisa de produtos, preços e lojas.
De acordo com o diretor executivo da E-bit/Buscapé, André Ricardo Dias, “a jornada do consumidor online certamente será impactada de maneira cada vez mais intensa pelos dispositivos móveis, afinal os smartphones estão nas mãos dos consumidores em praticamente 100% do tempo e essa percepção vale como chamariz para incentivar o investimento pelas empresas do varejo para o desenvolvimento de sites responsivos”.
Satisfação dos clientes pelo NPS
O NPS (Net Promoter Score), que mede a satisfação e fidelização dos clientes que realizam compras pela Internet atingiu, em junho de 2015, seu melhor resultado desde que a E-bit/Buscapé começou a aplicar a metodologia, chegando a 65%. No início do ano, o índice estava em 56,9% e cresceu gradualmente em todos os meses. Um dos fatores que contribuiu para o aumento foi, sobretudo, a redução nos atrasos das entregas (de 14,4% a 8,62%, do 1º semestre/2014 para 1º semestre/2015).
Quando o assunto é meios de pagamento, houve mudança na estratégia das lojas online para diminuir vendas parceladas. No primeiro semestre do ano, 54,2% dos pedidos foram realizados com pagamento à vista ou em até três parcelas. Neste ano, apenas 3,59% dos pedidos foram realizados com parcelamentos acima de 11 vezes, percentual menor que do ano passado, quando se registrou 7,95%.
Projeção para 2015 Para o acumulado de 2015, a E-bit/Buscapé prevê que o e-commerce alcance um faturamento de R$ 41,2 bilhões, 15% maior que no ano passado. Estima-se, também, um aumento de 5% no total de pedidos para o segundo semestre, chegando a um total de 108,2 milhões até o final do ano.
Índice FIPE/Buscapé aponta aumento dos preços Pelo Índice FIPE/Buscapé, principal fotografia que analisa a variação dos preços praticados no comércio eletrônico brasileiro, considerando um período entre janeiro e junho de 2015, a variação acumulada foi de 3,73%, indicando recente aumento dos preços em geral.
Desde o início do estudo, em 2011, o índice registrou aumento no valor médio dos preços em apenas quatro períodos, sendo que, destes, três foram registrados somente no primeiro semestre de 2015. No total, a média de preços apresentou queda em 38 das 42 variações anuais, demonstrando a tendência do e-commerce em ofertar produtos com preços mais competitivos que o varejo tradicional.
A 32ª edição do relatório WebShoppers tem o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), E-Commerce Brasil e IAB, na divulgação dos dados para o mercado. O relatório completo estará disponível para download gratuito a partir desta quinta-feira, 20 de agosto, no site www.ebit.com.br/webshoppers.
A demanda por voos domésticos registrou crescimento de 8,3% em julho, na comparação anual, influenciada pelas promoções de passagens aéreas e pela base fraca de comparação, por causa da menor movimentação durante a Copa do Mundo, no mesmo período de 2014. A oferta de assentos teve alta de 6,1% na mesma base de comparação. Com isso, a taxa média de ocupação dos aviões ficou em 83,4%, um aumento de 1,7 ponto percentual.
'O principal motor do crescimento, em julho, foram os preços das passagens em queda. Isso empurrou a demanda para cima', afirmou o consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR - AVIANCA, AZUL, GOL e TAM), Maurício Emboaba.
Ao todo, foram 9,2 milhões de passageiros transportados pelas quatro maiores empresas aéreas brasileiras, o que representou um crescimento de 11,5% na comparação com julho do ano passado. De janeiro a julho, a demanda acumula alta de 4,5%. A oferta de assentos, por sua vez, apresenta crescimento de 3,4% no mesmo período, com taxa média de aproveitamento dos aviões de 80,5%, um aumento de 0,9 ponto percentual ante igual período de 2014.
Por Unknown | sexta-feira, 7 de agosto de 2015 |
Postado em
Negócios,
Noticias
Até o mês de julho, o Banco Central teve prejuízos de R$ 57 bilhões tentando conter a alta do dólar. O valor é referente a contratos de swap cambial, instrumentos que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Os dados foram divulgados pela própria instituição.
De dezembro de 2014 até junho deste ano, a moeda americana acumulou valorização de 17%. Em julho, a divisa registrou alta de mais 10% e as perdas do BC no mês foram de R$ 23,9 bilhões.
Nesta sexta, o dólar encerrou em queda de 0,83%, cotado a R$ 3,508. Após o fechamento de ontem, o Banco anunciou aumento da oferta de swaps, contratos equivalentes e venda futura de dólares, como um esforço para segurar a alta da moeda.
Os prejuízos com intervenções no câmbio são incorporados às despesas com juros da dívida pública e contribuem para aumentar o déficit nas contas do governo.
Por Unknown | segunda-feira, 3 de agosto de 2015 |
Postado em
Negócios,
Noticias
São Paulo - As ações ordinárias do Magazine Luiza registravam ganhos de 21% nesta sexta-feira. Apesar da alta, a companhia anunciou que teve uma queda de 88,6% no lucro líquido no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre abril e junho, o lucro líquido somou 3 milhões de reais. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou 126,6 milhões de reais de abril a junho, queda de 4,8% na comparação anual, com margem de 6%, alta de 0,3 ponto porcentual.
ADVERTISEMENT
A receita líquida somou 2,107 bilhões de reais, o que representa queda de 10,1%, na mesma base comparativa. O resultado financeiro foi negativo em 104,7 milhões de reais no segundo trimestre, 31,6% acima do valor igualmente negativo de 79,5 milhões de reais registrado em igual intervalo do ano passado. No ano, os papéis acumulam perdas de 55%.
As vendas do setor de supermercados caíram 4,72% em valores reais em junho na comparação com maio e 3,04% na comparação com junho do ano passado.
No acumulado do ano, não houve variação nas vendas, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado hoje (28), na capital paulista. A cesta de 35 produtos de largo uso, analisada pela entidade registrou elevação de 1,19% com o preço passando de R$ 406,20 em maio para R$ 411,03 junho.
ADVERTISEMENT
Os itens que apresentaram maiores elevações nos preços foram cebola (16,72%), batata (8,99%), sabão em pó (4,42%) e xampu (4,12%).
No sentido contrário, estão relacionados tomate (-12,79%), biscoito cream cracker (-4,44%), massa sêmola espaguete (-1,47%) e desinfetante (-0,98%).
Todas as regiões tiveram alta na cesta, com a Norte liderando a lista (2,54%) atingindo o valor de R$ 463,35, seguida da Nordeste (1,91%), chegando a R$ 352,54, Sul (0,96%) e valor de R$ 448,70, Sudeste (0,44%), totalizando R$ 392,91 e Centro Oeste (013%), valendo R$ 390,12.
Segundo o vice-presidente da Abras, João Sanzovo, o resultado é reflexo do cenário de crise politica e econômica que gera falta de confiança do consumidor, além do aumento do desemprego, diminuição da massa salarial e da inflação em alta que causa perda do poder aquisitivo. “Temos um cenário complicado dentro do qual podemos dizer que o setor está bem posicionado na comparação com outros setores”. Na análise de Sanzovo, o setor está conseguindo manter alguma estabilidade, porque o consumidor está mudando alguns hábitos, como deixar de comer fora de casa.
“Isso implica em comprar mais nos supermercado, para abastecer a dispensa. Ao mesmo tempo em que restringe compras de outros bens, passa a comprar mais no supermercado para se satisfazer. Tem ainda uma tentativa muito forte do setor na busca de mais ofertas que criem clima positivo dentro das lojas, gere uma disposição maior para o consumo e segure os preços”.
A expectativa é a de que o setor apresente leve recuperação no segundo semestre, em função das festas de final de ano. “Queremos que as vendas sejam pelo menos iguais, se possível superiores às do segundo semestre do ano passado. O que nos dá essa esperança é que, em momentos de crise, o consumidor se retrai e deixa de comprar outras coisas, e mantém o consumo de produtos básicos”.
Sanzovo ressaltou que se essa mudança de comportamento se confirmar, não haverá demissões no setor e a sazonalidade levará as lojas a contratarem mais funcionários para o período do final do ano.
Além disso, todos os investimentos previstos pelos lojistas estão mantidos para este ano. “As marcas próprias também ganham força e o consumidor vai mudando de degraus conforme seu orçamento. Mas não são todos os supermercados que oferecem. Onde não achar marcas próprias o consumidor vai descendo a escada do preço médio até o preço baixo”.
“Em relação ao momento presente, a indústria continua avaliando de forma extremamente desfavorável o ambiente de negócios. No âmbito das expectativas, o avanço do IE é bem vindo, mas de magnitude ainda insuficiente para ser identificado como uma reversão de tendência, após cinco quedas consecutivas” afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, em nota.
A alta do indicador em julho atingiu 7 dos 14 principais segmentos e foi determinada pela melhora das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Expectativas (IE) avançou 3,2%, após cinco quedas consecutivas. O Índice da Situação Atual (ISA) ficou praticamente estável, ao recuar 0,1% em relação ao mês anterior, de 70,4 para 70,3 pontos, também o segundo menor nível da série, superando apenas o ICI de outubro de 1998 (67,3 pontos). A principal contribuição negativa para a evolução do ISA partiu do indicador que mede o equilíbrio do nível de estoques na indústria. A proporção de empresas que avaliam o nível de estoques atual como excessivo aumentou de 17,2% para 18,7%; e a parcela de empresas que o consideram insuficiente diminuiu de 1,6% para 1,5%. A diferença de 17,2 pontos percentuais entre as opções extremas de resposta é a maior desde janeiro de 2009. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou estável entre junho e julho, em 78,2%, o menor patamar desde abril de 2009 (78,0%).
A inadimplência do consumidor cresceu 16,4% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a empresa de consultoria Serasa Experian. Esta foi a maior alta semestral desde 2012, quando o índice registrou crescimento de 19,1%.
Em junho, o indicador subiu 5,9% em relação a maio. Houve alta de 23,4% na comparação com junho de 2014.
ADVERTISEMENT
Segundo os economistas da Serasa, o crescimento significativo do número de consumidores que não pagou as contas em dia pode ser explicado pelas altas da inflação, das taxas de juros e do desemprego.
A inadimplência de cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços como telefonia, energia elétrica e água foi a principal responsável pela alta do indicador em junho, com aumento de 10,2%.
As dívidas com os bancos e os títulos protestados subiram 2,5% e 4,7%, respectivamente. Os cheques sem fundos apresentaram queda de 1,1%. O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 24,6% no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2014.
O valor médio dos cheques sem fundos e da inadimplência com os bancos cresceu 10,9% e 0,9%, respectivamente.
O remanejamento de 22,5 bilhões de reais para o crédito imobiliário, anunciado na última quinta-feira (28) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é essencial para impedir que o setor entre em colapso em um momento de alta de juros e de restrições nos financiamentos habitacionais. A avaliação é de economistas e empresários do setor ouvidos pela Agência Brasil.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, disse que as medidas de estímulo mostram que o governo resolveu interferir para impedir que o setor imobiliário se retraia ainda mais depois de um primeiro trimestre de contração na economia. “O reforço no crédito imobiliário demonstra que o governo resolveu olhar para o setor. Até agora, não tínhamos sinal nenhum de ações do governo”.
Para recuperar a construção civil, no entanto, o governo diz que medidas adicionais são necessárias. “Imaginamos que isso seja só o começo de medidas que ponham o setor novamente nos trilhos. Além do setor imobiliário, é necessário estimular a construção pesada, o que deve vir com o anúncio das parcerias público-privadas, das novas concessões de infraestrutura e da terceira fase do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, acrescentou o empresário.
O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, aprovou o remanejamento do compulsório – parcela que os bancos são obrigados a manter retida no Banco Central – para o crédito imobiliário. Apesar de a medida beneficiar um segmento da economia, ele considera o estímulo válido para impedir o agravamento da crise no mercado de imóveis.
“Na verdade, o governo favoreceu o crédito direcionado [destinado a setores específicos da economia] contra o crédito livre [para qualquer tomador de empréstimo]. Mesmo assim, a medida é importante para evitar que um setor importante da economia como o mercado imobiliário sofra ainda mais com a elevação da taxa Selic [juros básicos da economia] e estimule os investimentos”, disse.
O economista, no entanto, faz uma ressalva e entende que a retomada dos financiamentos habitacionais depende muito mais das expectativas em relação à economia do que ações isoladas. “As mudanças nas regras podem levar a resultados melhores no setor imobiliário. Pode porque não adianta oferecer crédito se o empresário não quiser investir na construção de imóveis porque a demanda está baixa”.
Diretora comercial do Banco Máxima, especializado em crédito imobiliário, Cláudia Martinez não considera o remanejamento do compulsório a medida mais importante para o setor. Para ela, a ampliação dos prazos mínimos da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) de 60 para 90 dias ajudará a fornecer mais capital para instituições financeiras pequenas e médias em tempos de fuga de recursos da caderneta de poupança.
Segundo Cláudia, o alongamento nos prazos ajuda a evitar o uso das LCI como instrumento de especulação e vai canalizar recursos para os bancos concederem empréstimos imobiliários. “As LCI estão sendo cada vez acionadas como um instrumento importante para a manutenção do segmento imobiliário. Elas são uma alternativa à incapacidade do sistema financeiro de suprir a demanda do mercado e manter minimamente a economia em pé”.
As LCI são títulos privados que permitem aos bancos captar recursos para serem emprestados no crédito imobiliário sem recorrerem à poupança. A maior fonte de dinheiro para esse tipo de empréstimo vem da exigência de que 65% dos depósitos na poupança sejam aplicados em crédito imobiliário. No entanto, a caderneta enfrenta a fuga de recursos, com retirada líquida de R$ 29,9 bilhões de janeiro a abril.
A diminuição dos recursos da poupança fez os bancos aumentar os juros dos financiamentos imobiliários. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que concentra 70% do crédito imobiliário no país, diminuiu o limite para o financiamento de imóveis usados, restringindo ainda mais o mercado.
A redução na previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2018 significará uma queda de demanda por energia elétrica equivalente a uma Usina Hidrelétrica de Santo Antônio a cada ano, calculou Reive Barros dos Santos, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo Santos, o recuo dessas projeções resulta em queda da necessidade de investimento em expansão. Impactará também na redução de despesas das distribuidoras, em consequência da queda no valor do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) já na próxima semana.
O PLD é o preço que baliza as operações do mercado de curto prazo. Ele é definido com base no Custo Marginal de Operação (CMO), que é o custo de expansão. Ao final, o custo de expansão deve ser reduzido em R$ 160 por MWh em agosto.
A projeção de crescimento médio do PIB caiu de 4,4% para 3,5%. “Menos crescimento econômico significa também menos crescimento na demanda por energia”, explica Santos. A primeira Revisão Quadrimestral da Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2014–2018 projetava, para 2014, demanda de 65.917 MW médios no país. A segunda revisão, no entanto, estimou para o período, demanda de 64.710 MW médios, que representa 1.207 MW médios a menos do que a projeção anterior.
A estimativa da Aneel reduziu também as projeções de demanda do setor para os próximos quatro anos. Para 2015 a queda projetada será 1.648 MW médios; em 2016, 1.655 MW médios; em 2017, queda de 1.545 MW médios; e em 2018, 1.496 MW médios.
O estoque de financiamentos para compra de veículos por pessoas físicas recuou em junho pelo quinto mês consecutivo. O saldo dessa linha caiu para R$ 186,5 bilhões em junho, menor valor em dois anos.
Para o Banco Central, o problema não é a falta de recursos, mas a demanda por empréstimos.
"Houve alguma antecipação de demanda nesse segmento, e isso tem influenciado", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. "Esse crédito cresceu com maior intensidade em períodos anteriores, respondendo a incentivos concedidos ao setor."
Nos últimos anos, o governo federal promoveu uma série de desonerações tributárias para o setor. Também houve medidas de incentivo ao crédito, principalmente por meio do aumento nas concessões por bancos públicos.
Ao mesmo tempo, o governo colocou restrições a empréstimos acima de 60 meses. Na última sexta-feira (25), essa restrição foi parcialmente revista.
O BC também anunciou na semana passada a liberação de recursos que podem ser usados pelos grandes bancos para financiamentos automotivos, medida que também já havia sido utilizada nos últimos anos.
"Em tese essas medidas podem trazer benefícios para esse segmento", disse Maciel.
Ele afirmou ainda que, entre as principais modalidades, veículos é a que tem queda mais significativa na inadimplência e a que tem mais espaço para redução do indicador, que está em 4,9% (o piso da série histórica é de 3,7%), nos próximos meses.
Segundo o BC, o crédito para veículos é o principal responsável pela desaceleração no estoque de financiamentos às pessoas físicas com crédito livre, devido à sua participação no total desses empréstimos, que é de R$ 760 bilhões.
Os negócios na construção civil estão mais lentos do que o esperado por empresários, que passaram a rever suas estimativas de crescimento para 2014. Os problemas no setor provêm principalmente do desempenho fraco da economia brasileira e do calendário marcado por datas que desviam a atenção de consumidores, como o Carnaval tardio (realizado em março), a Copa do Mundo e as eleições.
Na cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do País, as vendas de imóveis residenciais novos acumuladas entre janeiro e maio foram de 7.982 unidades, 41,4% inferiores ao mesmo período do ano passado. No período, os lançamentos chegaram a 8.947 unidades, recuo de 14,0%. Esses resultados estão abaixo da expectativa inicial do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), que esperava que as vendas e lançamentos em 2014 ficassem estáveis ante 2013.
"Os números estão muito abaixo do que esperávamos. A chance de ter que rever um pouco pra baixo nossas projeções no ano é real", afirmou o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes. "A quantidade de visitas aos estandes está semelhante à do ano passado, mas o número de conversão de vendas caiu bastante. As pessoas têm mais preocupação sobre o futuro, o que tem lhes dado mais cautela antes de fechar os negócios", avaliou.
Bernardes disse que as empresas já contavam com o efeito negativo da economia mais fraca e do calendário neste ano, mas admitiu que esses fatores foram piores do que as expectativas. "O que pesou foi o dimensionamento do impacto dos fatores já previstos", explicou, citando o excesso de feriados em várias capitais, e o clima de incerteza por conta das eleições.
O esfriamento do mercado respingou no preço dos imóveis, que cresce cada vez menos. De acordo com a pesquisa FipeZap, o preço das moradias na cidade de São Paulo acumula alta de 4,41% no primeiro semestre. O montante é quase um terço do verificado nos últimos 12 meses, quando bateu os 12,3%, o que demonstra forte desaceleração.
"Uma boa parte da culpa pelo desaquecimento do mercado imobiliário está mesmo na atividade mais fraca da economia brasileira de um modo generalizado", afirmou o coordenador da pesquisa FipeZap, Eduardo Zylberstajn. "Mas os preços dos imóveis subiram muito, então hoje tem de fato menos gente em condições de pagar por eles", ponderou.
Zylberstajn disse também que as condições para compra da habitação pioraram do ano passado para cá, com juros mais caros. Conforme dados do Banco Central, a taxa média de juros do financiamento imobiliário passou de 7,84% ao ano em maio de 2013 para 9,52% ao ano em maio de 2014. "O crédito ainda é um facilitador, mas ele já não consegue mais aumentar o poder de compra como ocorreu no passado", ressaltou.
Cortes Caso o Secovi-SP confirme o ajuste nas suas projeções, ele vai se juntar a outras três entidades. Em maio, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) baixou de 4,5% para 3,0% sua estimativa de alta no faturamento em 2014. Depois dela, foi a vez do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) reduzir de 2,8% para a faixa de 1,0% a 2,0% sua previsão de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor neste ano.
A última a ajustar seus números, na semana passada, foi a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), que cortou praticamente pela metade sua projeção de avanço no faturamento em 2014, passando de 7,2% para 3,5%.
"O varejo de materiais depende muito de cada dia de venda. E os feriados causaram uma perda muito grande", disse Cláudio Conz, presidente da Anamaco. "E há um estado de espírito ruim, um certo temor sobre como a economia brasileira vai andar. Isso afetou as vendas", completou, citando que muitas obras para reformas e ampliações de residências foram adiadas. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas de materiais de construção foram 3,5% menores do que nos mesmos meses do ano passado.
Já para o Sinduscon-SP, a decisão de rever suas estimativas se baseou na queda no ritmo de crescimento do número de trabalhadores no setor. No fim de maio, havia 3,525 milhões de pessoas empregadas na construção no País, montante apenas 0,42% maior do que no mesmo mês de 2013.
"A estabilização do nível de emprego reflete a retração no crescimento dos investimentos", afirmou Sérgio Watanabe, presidente do sindicato. "No caso da cidade de São Paulo, onde o nível de emprego na construção voltou ao patamar de um ano atrás, as incertezas com relação ao Plano Diretor também pesaram", completou, referindo-se à mudança na legislação que aumentou as restrições para uso dos terrenos e tamanhos das edificações na capital paulista.
Perspectivas Os próximos meses de 2014 ainda preocupam os empresários porque não há perspectiva de melhora no quadro econômico do País no curto prazo. No entanto, alguns fatores podem ajudar os negócios da construção.
Conz, da Anamaco, acredita que muitas obras residenciais adiadas no primeiro semestre ainda serão colocadas em prática nos próximos meses. Outro ponto importante, segundo ele, é que os fundamentos que sustentam tanto a comercialização de materiais de construção quanto de imóveis continuam consistentes, com bons níveis de emprego e renda da população, além de disponibilidade de crédito. "Não é uma situação de desastre para o setor. Um pouquinho de sinalização positiva e os negócios voltarão a melhorar. Isso deve acontecer depois da Copa", afirmou.
Bernardes, do Secovi-SP, lembrou que as vendas e lançamentos de imóveis costuma ser maiores no segundo semestre, com tendência de recuperação após as férias de julho. Em relação aos preços, ele admitiu que pode haver reduções pontuais em alguns bairros de São Paulo onde os valores das unidades e os estoques estão mais elevados. "Em algumas regiões, o preço pode estar mais esticado, então pode ter algum ajuste. Mas não é um processo generalizado na cidade", afirmou.
Com o aumento dos preços dos imóveis e a mudança no perfil das famílias brasileiras, a preferência pelos imóveis novos de um dormitório tem se consolidado, principalmente em grandes metrópoles como São Paulo. Nos últimos dez anos, a venda desse tipo de moradia na capital cresceu 406,39%.
Enquanto em 2004 as vendas desse tipo de imóvel somaram 1.657 unidades, em 2013 saltaram para 8.391. Os números são de um levantamento do sindicato da habitação de São Paulo (Secovi-SP) feito a pedido do G1. Neste ano, de janeiro até abril, dos 6.266 imóveis lançados, 1.800, o que corresponde a 28% do total, são de um dormitório.O valor comercializado dos imóveis (VGV) de um quarto, acompanhando o aumento das vendas, registrou uma variação ainda maior, de 686,5%, ao passar de R$ 471 milhões em 2004, para R$ 3,7 bilhões no final de 2013. Os números foram atualizados pela inflação calculada pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).
“As famílias estão menores. Está chegando ao mercado uma nova geração de compradores, com menos filhos, solteiros. Hoje, o orçamento das famílias é muito mais adequado para esses imóveis menores”, afirma Sousa.
Os imóveis pequenos também têm conseguido atrair o consumidor pelas facilidades que oferece aos moradores. “Não é apenas preço, porque, em muitos casos, imóveis novos menores são até mais caros do que imóveis antigos maiores na mesma região. Praticidade conta muito hoje em dia, e vai contar cada vez mais. Os condomínios desses imóveis oferecem praticidades, serviços que facilitam o dia a dia”, aponta Marcos Caielli, diretor de negócios imobiliários do Portal de Documentos.
Os números do Secovi mostram que os imóveis novos com número maior de dormitórios também registraram aumento nas vendas, assim como nos valores comercializados nos últimos dez anos, mas numa proporção bem abaixo das unidades de apenas um quarto.
“A demanda continua grande por imóveis, independentemente do tamanho, mas o que percebemos é que lançamentos de imóveis maiores, com mais quartos, são mais raros”, diz o professor do Ibmec. De 2004 a 2013, as vendas de imóveis de dois dormitórios subiram 118,46% (de 6.717 para 14.674) e de três, 8,79% (de 7.049 para 7.669).
"De 2004 a 2012, a média de imóveis ofertados de um quarto era de 8% [do total]. De repente, no final de 2012 e 2013, tivemos a oferta crescendo 150%. Isso acontece por dois fatores: busca pelo ticket mais barato, que cabe no bolso. O segundo quesito igual ou mais importante é o fato de, hoje, o grande comprador, em média, estar na faixa que vai até 35 anos de idade, que se preocupa mais com mobilidade [localização] do que com o tamanho", disse Celso Petrucci, economia-chefe do SecoviSP.
O único tipo de imóvel que tem registrado queda nas vendas é o de quatro quartos. Em 2004, foram comercializados 4.760 e, no ano passado, apenas 2.585, uma queda de 45,69%.
Quanto ao valor geral de vendas dessas residências, o crescimento foi de 168,32% (de R$ 2,141 bilhões para R$ 5,746 bilhões) no caso de imóveis de dois quartos, e de 67,64% (de R$ 3,064 bilhões para R$ 5,137 bilhões), no de três. Já os imóveis de quatro dormitórios mostraram retração de 19,3% no valor de vendas, de R$ 5,992 bilhões para R$ 4,831 bilhões.
Investimento com mais liquidez Para as construtoras e incorporadoras, bem como para quem investe no mercado imobiliário, os imóveis menores são mais vantajosos, na avaliação dos especialistas. Isso porque quem constrói lucra mais com a venda de dois imóveis pequenos no lugar de um grande, bem como quem compra para oferecer à locação.
“Esses imóveis normalmente são os preferidos de quem precisa alugar, pois são novos, em excelentes localizações na cidade, e com serviços de conveniência. Portanto, é um investimento com maior liquidez [retorno] para investidores, tanto para locação quanto para revenda”, justifica Caielli, do Portal de Documentos.
E se engana quem pensa que essa é uma tendência apenas vista em grandes cidades. Municípios próximos às metrópoles e até municípios no Nordeste têm apostado nesse filão de mercado, segundo Sousa, do Ibmec.