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Odebrecht tinha anotação com pagamento para "santo" em obra do governo Alckmin

Por Unknown | sábado, 26 de março de 2016 | Postado em ,



Dentre as planilhas com nomes de políticos e anotações encontradas na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa, que aparece em vários documentos e mensagens de executivos da empreiteiras identificado pela sigla BJ, a Polícia Federal encontrou uma anotação que faz referência ao pagamento de 5% do valor de um contrato das obras da rodovia Mogi-Dutra do governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, em 2002, para um nome identificado como “santo”.

No texto escrito em uma folha de caderno, há a referência ao “valor da obra”, no total de R$ 68,7 milhões e, logo abaixo a expressão “custos c/ santo = 3.436.500?. A palavra “apóstolo” foi rasurada e substituída por “santo”.

Em fevereiro daquele ano, um dia depois da abertura dos envelopes, o deputado estadual Luís Carlos Gondim (então PV, atualmente no Solidariedade), que tem base eleitoral na região de Mogi das Cruzes, anunciou o resultado da licitação vencida pela Construtora Queiroz Galvão, com o menor preço, de R$ 68,6 milhões.

Na abertura dos envelopes em 2002, a Andrade Gutierrez, a OAS e a Odebrecht apresentaram propostas acima de R$ 70 milhões e foram derrotadas.

O material encontrado na operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato, ainda não foi completamente analisado pela Polícia Federal. O próprio juiz Sérgio Moro, ao decretar sigilo no material encontrado nas investigações e que podem envolvem políticos com foro privilegiado em atos ilícitos, assinalou que é “prematura” qualquer conclusão sobre o que foi encontrado na residência do executivo da Odebrecht.

O material, incluindo a planilha com nomes de mais de 200 políticos associados a pagamentos , que em grande parte não batem com os valores declarados à Justiça Eleitoral, deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira, 28.

A Odebrecht Infraestrutura, presidida por Benedicto Barbosa, era uma das empresas do Grupo Odebrecht que cuidava de licitações envolvendo obras públicas em todo o País. O orçamento da empresa corresponde a 20% do orçamento da Construtora Norberto Odebrecht, segundo afirmou o próprio executivo à Polícia Federal, e não participa de licitações na Petrobrás, o que abre o leque das investigações da Lava Jato para outros setores da administração pública federal e também nos Estados.

Por meio de nota divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, a assessoria do governador de São Paulo disse que não faria comentários sobre o manuscrito que indica a ação de cartel e o suposto pagamento de propina na obra de duplicação da rodovia Mogi-Dutra.

“Quem tem que explicar as anotações mencionadas pela reportagem é quem as fez. A licitação para a referida obra foi vencida pela empresa Queiroz Galvão”, diz.

Cópia da anotação, que foi apreendida pela Polícia Federal em fevereiro, foi encaminhada para o órgão de controle interno no governo estadual, segundo a assessoria.

“Como a regra do governo do Estado é a total transparência, o documento foi enviado para apuração da Corregedoria Geral da Administração”, disse a nota.


Via EM

Calendário para o pagamento do valor do IPVA dos veículos em 2016

Por Unknown | terça-feira, 5 de janeiro de 2016 | Postado em , ,


O governo do estado de São Paulo começa a cobrar em 11 de janeiro o valor do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2016 (veja calendários abaixo). Há um site para fazer a consulta da tabela com os valores venais usando os dados do documento do veículo.

O valor do imposto no estado ficará, em média, 3,3% mais barato. Um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), baseado nos valores de mercado de setembro de 2015, identificou maior queda de preços de venda para caminhões usados, que apresentaram recuo de 3,76%. Os automóveis tiveram redução de 3,4%, seguidos dos utilitários, com redução de 3,28%.

Os preços de venda dos ônibus e micro-ônibus ficaram 3,15% mais baixos e os de motocicletas fecharam 2,72% abaixo do valor apurado no ano anterior.

Calendário
As datas de pagamento do IPVA 2016 estão definidas. Os contribuintes podem pagar o imposto em cota única no mês de janeiro, com desconto de 3%, ou parcelar o tributo em três vezes, de acordo com o final da placa do veículo. Também é possível quitar o imposto no mês de fevereiro, sem desconto.
Tabela IPVA 2016 - SP - carros (Foto: g1)


O seguro obrigatório DPVAT deve ser recolhido de forma integral junto com a primeira parcela do IPVA ou com a cota única. O parcelamento só é permitido para motos e similares, vans, ônibus e micro-ônibus, e as parcelas devem ser recolhidas de acordo com o calendário de vencimento do IPVA.

Para efetuar o pagamento do IPVA 2016, basta se dirigir a uma agência bancária credenciada, com o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor) e fazer o recolhimento no guichê de caixa, nos terminais de autoatendimento, pela internet ou débito agendado ou outros canais oferecidos pela instituição bancária.
Tabela IPVA 2016 - SP - caminhões (Foto: G1)


Avisos de vencimento
A partir da segunda quinzena de dezembro a Secretaria da Fazenda enviou cerca de 18 milhões de avisos de vencimento aos proprietários de veículos automotores terrestres registrados no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo.

Quem não receber o comunicado deve acessar o site da Secretaria da Fazenda(www.ipva.fazenda.sp.gov.br) para mais informações sobre o pagamento.

O aviso é apenas um lembrete, não é boleto e nem guia de pagamento. A quitação do imposto deverá ser feita respeitando o calendário. O contribuinte que deixar de recolher o imposto fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso e juros de mora com base na taxa Selic. Passados 60 dias, o percentual da multa fixa-se em 20% do valor do imposto.

Permanecendo a inadimplência do IPVA, o débito será inscrito e, como consequência, a multa passará a 100% do valor do imposto, além da inclusão do nome do proprietário no Cadin Estadual, impedindo-o de aproveitar eventual crédito que possua por solicitar a Nota Fiscal Paulista. A partir do momento em que o débito de IPVA estiver inscrito, a Procuradoria Geral do Estado poderá vir a cobrá-lo mediante protesto.

Após o prazo para licenciamento, conforme calendário do Detran, a inadimplência do IPVA impedirá de fazê-lo. Como consequência, o veículo poderá vir a ser apreendido, com multa aplicada pela autoridade de trânsito e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Alíquotas não mudam
As alíquotas do imposto permanecem inalteradas. Os proprietários de veículos movidos a gasolina e os bicombustíveis recolherão 4% sobre o valor venal. Veículos que usam exclusivamente álcool, eletricidade ou gás, ainda que combinados entre si, têm alíquota de 3%. As picapes cabine dupla pagam 4%.

Os utilitários (cabine simples), ônibus, micro-ônibus, motocicletas, motonetas, quadriciclos e similares recolhem 2% sobre o valor venal. Os caminhões pagam 1,5%.

Frota e arrecadação
A frota total de veículos no estado de São Paulo é de cerca de 23,5 milhões. Destes, 17,5 milhões estão sujeitos ao recolhimento do IPVA, 5,7 milhões estão isentos por terem mais de 20 anos de fabricação e cerca de 250 mil são considerados isentos, imunes ou dispensados do pagamento (taxistas, pessoas com deficiência, igrejas, entidades sem fins lucrativos, veículos oficiais e ônibus/micro-ônibus urbanos).

A Fazenda prevê arrecadar R$ 14,4 bilhões com o IPVA em 2016. Deste total, descontadas as destinações constitucionais, o valor é repartido 50% para os municípios de registro dos veículos, que devem corresponder ao local de domicílio ou residência dos respectivos proprietários, e os outros 50% para o estado.

Os recursos do imposto são investidos pelo governo estadual em obras de infraestrutura e melhoria na prestação de serviços públicos como os de saúde e educação. Dados preliminares do IPVA 2015 mostram que foram arrecadados R$ 13,4 bilhões até outubro deste ano.


Via G1

Apesar de chuvas, crise hídrica ainda é realidade na grande São Paulo

Por Unknown | segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 | Postado em , ,


A crise hídrica que atinge a região metropolitana de São Paulo desde o início de 2014 ainda é uma realidade para paulistanos e moradores de municípios vizinhos da capital paulista. Neste ano, apesar de o rodízio ter sido oficialmente descartado por causa da melhora no regime de chuvas e da redução de consumo adotada pela população, as represas ainda estão em situação crítica. O Sistema Cantareira opera em patamar negativo, tendo registrado -4,2% da capacidade no dia 16 de dezembro. O sistema, que abastecia cerca de 9 milhões de pessoas, hoje atende 5,2 milhões, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

O geólogo Pedro Luiz Côrtes, especialista em recursos hídricos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Nove Julho (Uninove), aponta que o maior volume de chuvas, especialmente em fevereiro e março, trouxe um alento para a situação, classificada como muito crítica no final do ano passado. “Serviu para que a gente conseguisse sair da segunda cota do volume morto e ficasse na primeira cota”, apontou. Ele lembra, no entanto, que a situação está longe da normalidade e, para a população, as medidas de contenção continuam sendo de grande impacto.

“O governo insiste que não existe um rodízio, mas na verdade existe, porque você tem sistematicamente vários bairros que, todos os dias, ficam várias horas sem água”, disse, referindo-se à medida de redução da pressão da água na rede de tubulação. A manobra é feita diariamente pela Sabesp em diferentes bairros, o que deixa algumas regiões sem água nas torneiras, especialmente as casas que não contam com caixas d'água. No site da companhia, a população pode acompanhar os bairros e os horários em que serão atingidos pela medida.

O professor Luis Venturi, do departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, avalia que os problemas no abastecimento referem-se, na verdade, a uma crise hídrica gerencial. “Decorrente da incapacidade de mantermos os corpos hídricos [rios] limpos e de tratarmos e distribuirmos toda essa água em um ritmo suficiente para abastecer a demanda”, disse. Ele aponta que, atualmente, apesar de estarem corretas as obras feitas para interligar represas, elas já deveriam estar previstas dentro de um planejamento de curto, médio e longo prazos. “Elas são feitas a toque de caixa para apagar o incêndio”, criticou.

Obras

A principal obra de 2015, entregue em setembro pelo governo estadual, foi a de interligação entre os sistemas Rio Grande e Alto Tietê. Com custo de R$ 130 milhões, o córrego Taiaçupeba-Mirim não suportou o volume de água retirado da represa Billings, previsto para 4 mil litros de água por segundo. Por conta da falha, áreas do município de Ribeirão Pires foram alagadas e foi necessário reforçar as margens. Segundo a Sabesp, hoje o bombeamento funciona normalmente, com a capacidade total de transferência.

Outra obra que reforçou a capacidade de abastecimento das represas foi a captação de água do Rio Guaió, entregue em 29 de junho. Atualmente, ela fornece 350 litros de água por segundo para o Sistema Alto Tietê e o volume pode ser ampliado para até mil litros. Parte desta água atende uma parcela da população que era atendida pelo Cantareira. A expectativa do governo estadual para 2016 é a recuperação contínua e gradual dos mananciais. Estão previstos, para o próximo ano, os estudos de captação dos rios Itapanhaú e Alto Juquiá.

Cenário para 2016

O fenômeno El Niño, que contribuiu para um regime de chuvas melhor em 2015, na região Sudeste, também pode levar a um volume maior de tempestades no próximo ano. É o que aponta estudo do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Para o verão de 2015/2016, sujeito a um evento El Niño muito forte – o atual deve ser o terceiro mais forte desde 1950, depois dos eventos de 1983 e 1998 – está previsto um aumento de 20%, em relação ao último verão, na ocorrência de tempestades na região Sudeste, ”, diz nota do grupo.

O doutor em Geofísica e coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, explica, no entanto, que o volume de água depende especificamente de outro tipo de precipitação: as chuvas não convectivas. Nesse sentido, apesar de ter um efeito no aumento das tempestades, elevando o número de raios, a contribuição para o nível das represas pode não chegar ao percentual previsto. Côrtes lembra que, para sair do volume morto e passar o período de estiagem (a partir de abril) sem precisar da reserva técnica, seria necessário chegar a 35% da capacidade do Cantareira.

“Esse El Niño está prognosticado para terminar em maio, junho do ano que vem. A gente precisa ver qual vai ser o comportamento do clima a partir de meados de 2016 para dizer se o período de chuvas 2016-2017 vai ser bom ou não, a ponto de continuar essa recuperação dos mananciais. A gente tem um alívio, mas ainda é cedo para dizer que estamos efetivamente caminhando para uma solução ou para o término dessa crise”, avaliou Côrtes. A Sabesp estima que a recuperação da reserva técnica ocorra até abril.

Para Venturi, o tempo de recuperação das represas não tem relação com a natureza, mas sim com “a gestão e a velocidade com que se retira água deste corpo hídrico”. Ele aponta que as represas secam não pela falta de chuvas, mas porque o ritmo de retirada é superior ao de reposição. “Como culpar o clima pelo esvaziamento de algumas represas se as outras estão cheias e todas elas estão sob o mesmo clima?”, questiona. Ele usa como exemplo para demonstrar a falta de planejamento na gestão dos recursos hídricos o fato de que a região Amazônica registra os menores índices de acesso à água potável no Brasil, mesmo sendo o local onde há mais água doce no mundo.


Via EBC

Fechamento de escolas em São Paulo divide especialistas

Por Unknown | sábado, 31 de outubro de 2015 | Postado em ,



Em meio a protestos e insatisfação de alunos e professores, a Secretaria de Educação de São Paulo informou nesta semana que 94 escolas serão fechadas por causa do processo de reorganização da rede estadual. A estimativa é que 311 mil alunos tenham que mudar de escola no ano que vem.

Segundo a secretaria, o objetivo é segmentar as escolas em três grupos (anos iniciais e finais dos ensinos fundamental e médio), conforme o ciclo escolar, o que poderá melhorar o rendimento dos estudantes. Além disso, o governo pretende reorganizar a rede, cujo número de alunos diminuiu. Entre 1998 e 2014, as matrículas passaram de 6 milhões para 3,8 milhões.

A Agência Brasil conversou com especialistas sobre as mudanças. A diretora executiva da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), Maria Helena Guimarães de Castro, diz que é favorável à medida, por considerá-la uma necessidade.

"Em 1995, São Paulo tinha quase 7 milhões de alunos e 5,4 mil escolas. Hoje tem menos de 4 milhões de alunos e 5,4 mil escolas", ressalta Maria Helena, que já secretária de Educação do estado de São Paulo e presidenta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Para Maria Helena, existe desequilíbrio na distribuição dos alunos: há escolas lotadas e outras mais vazias. "É importante reequilibrar essa distribuição. E ela vem acoplada a algo muito importante, que é o projeto pedagógico específico. Nenhum país mistura crianças dos anos iniciais com as de outros níveis". Ela defende ainda a realização de reformas periódicas para adequar a oferta à população.

Deu errado no passado

Contra a medida, o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que reúne mais de 200 organizações, Daniel Cara, diz que ainda há necessidade de aumentar o número de matrículas e que as escolas poderiam ser usadas para ofertar por exemplo, um bom ensino noturno oua Educação de Jovens e Adultos (EJA), nos períodos em que não estão sendo utilizadas, sem precisarem ser fechadas.

"Há escolas tradicionais, boa parte tem boa localização, e isso facilitaria que profissionais que não concluíram os estudos na infância ou adolescência pudessem voltar a estudar pelo EJA", afirma Daniel Cara. "O que estimulou o fechamento foi que [o governo] decidiu encontrar uma forma de economizar recursos da educação, em detrimento da educação."

Cara lembra que medida semelhante, com a separação de alunos do estado conforme a etapa de ensino, ocorreu na década de 90, com a então secretária de Educação, Rose Neubauer. "Foi traumático para os alunos. Agora que a rede estadual estava começando a se recuperar, vem essa reforma."

Sem diálogo

Na opinião do jornalista e doutor em ciência política Leonardo Sakamoto, faltou diálogo com a população. "O governo do estado deveria ter feito uma discussão mais aprofundada com a sociedade em torno de cada escola antes de proceder ao fechamento e reorganização. Ninguém, em sã consciência, é contra a reorganização, quando beneficia a educação, mas isso não pode ser feito de cima para baixo."

Sakamoto ressalta que, entre as escolas que estão sendo fechadas, há unidades com desempenho acima da média do estado. "Não só o estado, mas o Brasil todo opera com uma quantidade de alunos maior que deveria em sala de aula. Seria a oportunidade de trabalhar com menos alunos", sugere. "A secretaria não deveria fazer isso, ainda mais neste momento em que alunos e gestores estão reclamando. Deveria parar para discutir a questão."

Para Sakamoto, a população, em geral, também deveria se informar sobre a questão e se mobilizar. "Todos dizem que precisamos melhorar a educação, mas, quando é para discutir os rumos do ensino, as pessoas preferem dizer que os manifestantes estão atrapalhando o trânsito."


Via EBC

Associação de bares estima custo de R$ 3,2 bi com alta do ICMS da cerveja em SP

Por Unknown | | Postado em , ,


Em reação à proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de aumentar a alíquota de ICMS da cerveja de 18% para 23%, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, afirmou que o setor não suporta um aumento tão elevado da carga tributária. "Esse aumento custaria R$ 3,2 bilhões por ano, os consumidores não têm mais como absorver uma elevação de preço tão significativa", afirmou.

O presidente da associação disse ainda que o setor admite fazer parte do ajuste fiscal em curso, mas não aceita que a elevação de imposto aconteça de forma tão intensa no setor de bebidas. Solmucci ressaltou que a categoria tem tentado conversar com Alckmin, mas que o governador está "de portas fechadas e tem evitado ir para a mesa de negociação".

De acordo com cálculos da Abrasel, 25% dos estabelecimentos já estão operando com prejuízo e o Estado de São Paulo é um dos mais críticos. Outros estudos do setor apontam ainda que 450 mil empregados têm o risco de perder seus cargos com a atual situação do setor. "O governador não está entendendo que os grandes repassam (o aumento de preço) para bares e restaurantes", afirmou.

A Abrasel calcula que o Estado de São Paulo possui mais de 350 mil bares e restaurantes. Estudos da associação apontam que a alta de imposto proposta pelo governo estadual pode proporcionar o fechamento de 85 mil estabelecimentos.

Sobre as propostas de reajuste do governo federal, que no passado geraram grande insatisfação com o setor, Solmucci ressalta que o dilema foi resolvido e que hoje o setor consegue trabalhar com previsibilidade.

Outro lado

Em nota, o governo de São Paulo afirmou que a manifestação da Abrasel está totalmente equivocada. "Em primeiro lugar, porque o Estado de São Paulo apenas equiparou a alíquota de ICMS da cerveja à alíquota de praticamente todos os outros Estados brasileiros, onde, aliás, nunca houve a 'onda de demissões' alardeada pela entidade", diz a nota.

O governo esclareceu ainda que, das 27 unidades federativas brasileiras, 24 delas aplicam a alíquota de 25% ou ainda maior sobre a cerveja e, em cinco Estados, a alíquota é de 27%; em três Estados, de 30%; em um Estado, de 35%.

Ainda de acordo com o governo de São Paulo, os encaminhamentos da Abrasel induzem a opinião pública a erro, ao omitir outras mudanças tributárias anunciadas pelo governo do Estado - como a redução de 18% para 12% do ICMS dos medicamentos genéricos, a redução da carga tributária sobre areia (produto essencial para a construção civil), o decreto que zera o imposto do arroz e do feijão e a criação do Fundo de Pobreza. "Tais medidas criam empregos e dialogam com o anseio da população, neste momento de crise, de fortalecer a rede de proteção social e proteger os que mais precisam".

Para o governo do Estado, neste momento de dificuldades que o País enfrenta, é essencial que entidades relevantes, como a Abrasel, mantenham o mesmo bom senso que a fez participar, em parceria com o governo do Estado de São Paulo, de programas como o de combate ao consumo de álcool por menores.




Via EM

Indústria demite 18,5 mil em setembro

Por Unknown | sábado, 17 de outubro de 2015 | Postado em , ,



A indústria paulista demitiu 18,5 mil trabalhadores em setembro (-0,94% ante agosto, com ajuste sazonal) e acumula saldo negativo de 138 mil cortes nos nove primeiros meses de 2015, informou nesta sexta-feira, 16, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O resultado no acumulado do ano já supera o de todo o ano de 2014, quando os cortes somaram 128 mil. Na comparação com setembro de 2014, são 229 mil vagas a menos, uma queda de 8,77%.

Pela primeira vez na série histórica, iniciada em 2006, todos os 26 setores avaliados registraram baixa em seu quadro de funcionários no acumulado do ano. Na passagem de agosto para setembro, 19 setores eliminaram vagas, dois informaram contratações e apenas um permaneceu estável, o de bebidas.

Entre os que demitiram, a indústria de produtos de borracha e de material plástico foi principal, com 2.598 demissões, seguida pela de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com o fechamento de 2.033 vagas. No período, a indústria de açúcar e etanol foi responsável por 1.368 demissões em setembro, embora no acumulado do ano o saldo ainda esteja positivo em 12.371. Apenas as indústrias de produtos químicos e farmacêuticos criaram vagas, 321 e 195, respectivamente.

‘Há muito mau humor. Enquanto o fim do poço não chegar, é agonia. E estamos na agonia ainda‘, estima Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, responsável pelo levantamento. De acordo com o diretor, 2015 será o pior ano da série histórica da pesquisa.

O Depecon sonda o emprego em 36 regiões paulistas. Em setembro, 30 tiveram demissões, duas contrataram e quatro se mantiveram estáveis. A região de São João da Boa Vista o foi destaque entre as perdas de emprego, com variação negativa de 2,87%, seguida por Bauru (-2,79%) e por Jaú (-2%). Já entre os ganhos, destaque para a região de Matão (0,60%) e Presidente Prudente (0,39%).

Com Cantareira seco, Alckmin é premiado por gestão hídrica

Por Unknown | quarta-feira, 23 de setembro de 2015 | Postado em , ,


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin

Mesmo com São Paulo enfrentando uma das piores crises hídricas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) receberá da Câmara dos Deputados um prêmio por sua gestão dos recursos hídricos.

A indicação de Alckmin ao Prêmio Lucio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação foi feita pelo deputado João Paulo Papa (PSDB-SP).

Em entrevista à Agência Câmara, Papa disse que escolheu o governador paulista pelos trabalhos desenvolvidos por meio da Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - e da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo.


De acordo com o deputado, Alckmin lidera um processo de gestão e de implementação de políticas públicas fazem de São Paulo o estado brasileiro mais próximo de atingir a universalização do saneamento.

A premiação será no dia 13 de outubro.

A torneira está seca?
Desde o início da crise, várias cidades da Grande São Paulo sofrem com o racionamento constante de água. Com a redução da pressão, a população que vive em pontos altos da região já convive há tempos com as torneiras secas.

Nesta semana, o Ministério Público de São Paulo informou que irá utilizar o aplicativo “Tá faltando água”, que mapeia a falta de água, para obter provas que serão usadas em um inquérito civil que investiga os cortes no abastecimento ocorridos desde o início da crise no estado.

O app usa o sistema de geolocalização para registrar a falta de água em tempo real.



Via EXAME

Indústria paulista já fechou 119 mil postos de trabalho em 2015

Por Unknown | quinta-feira, 17 de setembro de 2015 | Postado em , ,


Apenas em 2015, a indústria paulista já fechou 119 mil postos de trabalho, o pior resultado para o setor em nove anos. Entre julho e agosto a queda no número de vagas foi de 26 mil, o equivalente a 0,90% na leitura sazonal. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Ciesp, divulgados nesta quinta-feira (17).


"Da última vez nós havíamos dito que temíamos uma perda de 200 mil empregos da indústria de transformação em 2015. Após o mês de agosto, já nos parece que está mais próximo dos 250 mil empregos a menos", projetou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades responsáveis pelo estudo. "Realmente saímos do surto e fomos à epidemia da perda de empregos", sentenciou.

O Depecon também revisou para baixo o prognóstico para o Produto Interno Bruto da indústria de transformação para uma queda de aproximadamente 9%. Anteriormente, a equipe econômica da Fiesp e do Ciesp esperava perda de 8% para o PIB do setor. A previsão para o PIB do país continua apontando, na visão desses economistas, para uma queda de 2,5% este ano.

No acumulado do ano, segundo o Depecon, a indústria paulista já acumula um saldo negativo de 119 mil empregos. Este é o pior período comparativamente da série histórica da pesquisa, iniciada em 2006. Se comparado com agosto de 2014, o resultado é ainda pior: são 216 mil vagas a menos que no mesmo mês do ano anterior. Do total de demissões em agosto de 2015, 1.624 foram realizadas pelo setor sucroalcooleiro e 24.376 pelo restante da indústria.

A pesquisa do Depecon sonda a situação do emprego em 22 setores em todo o estado de São Paulo. No levantamento de agosto, 17 anotaram baixa em seu mercado de trabalho, três ficaram estáveis e dois registraram contratações.

No campo das demissões, destaque para a indústria de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que fechou 5.116 postos de trabalho. Já entre as contratações, o setor de alimentos se destacou com a criação de 338 vagas, em função da demanda por produtos alimentícios típicos de final de ano, como o panetone. Segundo Francini, essas contratações da indústria de alimentos "nem de longe suportam a perda de outros setores"

Das 36 regiões consultadas pelo Depecon, 29 informaram demissões, seis contrataram e uma se manteve estável.

A região de Matão foi que a registrou a alta mais expressiva no emprego industrial, com ganho de 2,23% em agosto ante julho, em meio a contratações pela indústria de máquinas e equipamentos (5,67%).

Santos também se destacou, com alta de 1,25%, influenciada pelos setores de confecção de artigos de vestuário (10,96%), em meio à chegada do verão e do aumento da procura por itens de praia e de produtos químicos (2,38%).

São José dos Campos registrou aumento de 0,54% no saldo de empregos, impulsionado pelo segmento de produtos alimentícios (5,37%) e pela indústria de equipamentos de transporte (0,41%).

Entre as perdas, destaque para Sertãozinho, que caiu 4,99%, influenciado por perdas nas indústrias de produtos de metal (-14,48%) e de máquinas e equipamentos (-10,93%). Em Piracicaba, o emprego caiu 3,83%, abatido por perdas nas indústrias de máquinas e equipamentos (-8,52%) e de produtos alimentícios (-2,05%). A região de Bauru perdeu 2,83% em empregos no mês, pressionada pelos setores de produtos de metal (-26,12%) e de confecção de artigos de vestuário (-5,14%).


Via JB

Taxa de desemprego de São Paulo atinge 13,7% em julho

Por Unknown | quarta-feira, 26 de agosto de 2015 | Postado em , ,


Trabalhador da indústria

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo apresentou elevação: passou de 13,2% em junho, para 13,7% em julho, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), elaborada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada hoje (26), na capital paulista. Foi a sexta queda consecutiva.

Segundo os dados, o contingente de desempregados chegou a 1,514 milhão de pessoas, 47 mil a mais do que no mês anterior.

A pesquisa informa que houve diminuição do nível de ocupação com a eliminação de 109 mil postos de trabalho (-1,1%) e da saída de 62 mil pessoas da População Economicamente Ativa, o que representa uma redução de 0,6%.

De acordo com a PED, entre junho e julho a taxa de desemprego aumentou no município de São Paulo de 13,5% para 13,8%.

Nos demais municípios da região metropolitana de São Paulo taxa de desemprego passou de 12,8% para 13,6%. Já na região do ABC houve diminuição de 13% para 12,7%.

Os dados mostram também que, em julho, o nível de ocupação caiu 1,1%: o número de ocupados foi estimado em 9,535 milhões de pessoas.

O resultado ocorreu em razão da queda de empregados no setor de serviços (-1,3%, com eliminação de 73 mil postos de trabalho), na construção (-6,3%, com menos 46 mil vagas), na indústria de transformação (-1,1%, com menos 17 mil empregos), não compensada pelo aumento no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (0,5%, com geração de 9 mil postos de trabalho).



Via Exame

São Paulo padronizará velocidade máxima na capital para 50 km/h

Por Unknown | terça-feira, 18 de agosto de 2015 | Postado em ,


Novo limite de velocidade na Av Paulista

Com o intuito de diminuir o número de acidentes graves e mortes no trânsito da capital, a Prefeitura de São Paulo irá padronizar até 2016 a velocidade das principais ruas e avenidas em 50 km/h. As alterações serão implantadas gradativamente, priorizando as vias com maior fluxo e os locais com os maiores índices de acidente.

A redução de velocidade nas vias da capital está inserida no Programa de Proteção à Vida (PPV), iniciado em 2013. No ano passado, a redução do limite de velocidade foi implementada em 61 quilômetros de ruas e avenidas da cidade.

A comunicação para avisar os motoristas sobre as alterações será feita com no mínimo três dias de antecedência, por meio de sinalização viária nos locais onde haverá diminuição, informações na página da CET na internet e pelo envio de dados aos veículos de comunicação.

O Programa de Proteção à Vida visa a redução de acidentes e atropelamentos na cidade, ampliado uma série de ações para segurança de todos os agentes do trânsito, especialmente os pedestres, que inclui várias frentes como o “CET no Seu Bairro”; a implantação de “Áreas 40″; do “Frente Segura” (bolsões de parada junto aos semáforos para motociclistas e bicicletas); das faixas de pedestres diagonais em cruzamentos de grande movimento; e da redução de velocidade para o padrão máximo de 50 km/h. Com isso, pretende-se melhorar a segurança dos usuários do sistema viário, buscando a convivência pacífica entre todos.

Acompanhe a divulgação das novas vias que terão redução de velocidade máxima:

CET implanta redução de velocidade máxima em mais 11 vias da cidade
A partir de 20/08: Rua Henrique Schaumann, Avenida Paulo VI, Avenida Sumaré, Avenida Antártica, Viaduto Antártica, Avenida Afrânio Peixoto, Avenida Valdemar Ferreira, Avenida Professor Manuel Chaves (zona oeste), Avenida Vereador José Diniz, Avenida Carlos Caldeira Filho e Estrada do Campo Limpo (zona sul)

Vias que tiveram a velocidade alterada
Desde julho deste ano, a velocidade máxima permitida nas Marginais Pinheiros e Tietê foi reduzida de 90 km/h para 70 km/h, no caso dos carros, e de 70 km/h para 60 km/h no caso dos caminhões que trafegam pela pista expressa. Somente em 2014, 73 pessoas morreram em colisões e atropelamentos.

Na zona leste, desde o início do mês a redução de 60 km/h para 50 km/h foi adotada nas avenidas Jacu Pêssego e Aricanduva.

Também já foram alteradas as velocidades na Avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Melo (zona leste), Rua da Consolação(centro), Avenida Paulista (centro), Avenida Ibirapuera (zona sul), Avenida Miguel Yunes (zona sul), Estrada de Itapecerica (zona sul), rua Sena Madureira (zona sul) e avenida Brás Leme (zona norte).



A redução de velocidade no corredor Norte/Sul, que é formado pelas avenidas Santos Dumont, Tiradentes, Prestes Maia, Vale do Anhangabaú, 23 de Maio, Rubem Berta, Moreira Guimarães, Washington Luís e Interlagos está prevista para o mês de setembro.

Inflação na cidade de São Paulo fecha julho em 0,85%

Por Unknown | terça-feira, 4 de agosto de 2015 | Postado em , ,



A inflação na cidade de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), teve alta em julho, ficando em 0,85%. Em junho, o índice foi 0,47%.

A aceleração foi puxada pelo aumento dos preços relacionados à saúde (1,67%) e habitação (1,33%). Em junho, os itens tinham registrado alta de 0,42% e 0,61%, respectivamente.

Também tiveram aumento em julho, em comparação com junho, os gastos com alimentação (de 0,58% para 0,77%), com transportes (de 0,04% para 0,17%) e educação (de 0,02 para 0,14%).

As despesas com vestuário registraram recuo de 0,18% em julho. Em Junho, houve aumento de 0,04%.


Via JB

Sabesp sobe forte na Bolsa mesmo com seca do Cantareira

Por Unknown | segunda-feira, 3 de agosto de 2015 | Postado em , ,



São Paulo - O Ibovespa operava em queda de 0,91% nesta segunda-feira. Entre os destaques de baixa estão as ações da Bradesco. Os papéis preferenciais chegaram a cair 4% após a confirmação da compra do HSBC do Brasil. Já a Sabesp é o destaque positivo, com alta de 1,55%. A companhia terá que reduzir em 26% a captação de água do sistema Cantareira até novembro.


Via EXAME

Queixas por falta d'água da Sabesp sobem 62% neste ano na capital

Por Unknown | quinta-feira, 30 de julho de 2015 | Postado em ,

O número de reclamações por falta d'água registradas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na capital paulista cresceu 62,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014, quando a crise hídrica teve início oficialmente. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e divulgados pelo site Fiquem Sabendo.
 Segundo o levantamento, foram 140.752 queixas contabilizadas pela estatal por cortes no abastecimento entre janeiro e junho de 2015, ante 86.586 registros no primeiro semestre do ano passado. Das 15 divisões regionais da Sabesp na capital, 13 registraram aumento no número de reclamações por falta d'água neste ano. Só as regiões de Santo Amaro e Interlagos, abastecidas pelo Sistema Guarapiranga, tiveram queda nos registros. A região de Santana, na zona norte paulistana, foi a recordista nesse tipo de queixa, com 16.034 reclamações. O local é abastecido até hoje pelo Sistema Cantareira e sofre mais com o racionamento de água feito pela Sabesp por meio da redução da pressão e do fechamento manual da rede durante a maior parte do dia. No ano passado, foram 9.798 ocorrências. O segundo lugar ficou com o Butantã (zona oeste), com 15.797 registros. O local recebe água tanto do Cantareira quanto do Guarapiranga. Nas regiões da Sé (centro), Ipiranga (zona sul) e São Mateus (zona leste), o número de queixas decorrentes da interrupção no fornecimento de água mais do que triplicou, de acordo com o levantamento. A crise hídrica atingiu o nível mais crítico no início de fevereiro deste ano, quando o estoque de água nos seis mananciais que abastecem a Grande São Paulo ficou abaixo de 15%. Agora, a capacidade acumulada está em cerca de 25%. Há um ano, superava os 30%.Em nota, a Sabesp informou que "o número de reclamações por falta d'água entre o primeiro semestre de 2014 e o primeiro semestre de 2015 corresponde a aproximadamente 2% dos clientes atendidos pela companhia no município de São Paulo", cerca de 3 milhões de ligações. Segundo a companhia, há mais de um registro feito por cliente. Em julho, durante uma audiência no Congresso, em Brasília, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que "ninguém ficou sem água" durante a crise.


Via DGABC

Depoimento mostra que governo fez acordo com facção em 2006, diz jornal

Por Unknown | segunda-feira, 27 de julho de 2015 | Postado em ,

O depoimento de um delegado obtido pelo jornal "O Estado de S. Paulo" mostrou que o governo paulista fez um acordo com uma facção criminosa para encerrar ataques contra policias em 2006, informou o Jornal Hoje nesta segunda-feira (27). Já o atual secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, nega qualquer negociação do governo com criminosos.

Segundo a reportagem do jornal "O Estado", a declaração sobre o acordo foi dada pelo delegado Luiz Ramos Cavalcanti em um processo judicial que investiga advogados supostamente ligados ao crime organizado. Os 293 ataques contra bases e postos da Polícia Militar, além de delegacias mataram 152 pessoas, entre elas 45 civis, policiais civis, militares, agentes carcerários e guardas.

GNews - Marcola (Foto: globonews)
O comunicado informou ainda que é obrigação do estado não fazer represálias. Segundo a assessoria de imprensa do governo, a nota também responde pelo ex-secretário da Segurança Pública Saulo de Castro Abreu Filho, que atualmente é secretário de governo.

A produção do Jornal Hoje não conseguiu falar com então governador Cláudio Lembo nem com então secretário da Administração Penitenciária Nagashi Furukawa para comentarem o assunto.
Durante divulgação de dados sobre a criminalidade em São Paulo na manhã desta segunda-feira, o atual secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, negou qualquer acordo do governo com facções e/ou criminosos.

"Nós não fazemos nenhum acordo com bandido, nenhum acordo com criminosos, sejam eles de facções criminosas, sejam eles de não facções criminosas. Tanto que todos os líderes, os grandes líderes de facção criminosas continuam presos em regime diferenciado disciplinar", disse.


Via G1

TCE: Alckmin aplicou calote na Nota Fiscal Paulista

Por Unknown | quinta-feira, 23 de julho de 2015 | Postado em ,

Para o conselheiro Roque Citadini, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo, ao modificar as regras do programa da Nota Fiscal Paulista, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) aplicou um calote no consumidor.

A Secretaria da Fazenda de São Paulo anunciou redução no volume de recursos destinado à restituição aos consumidores via Nota Fiscal Paulista. Até então, o programa devolvia até 30% do que era recolhido de empresas com as notas com CPF. Agora, o percentual será de 20%. Além disso, adiou em seis meses a liberação dos recursos. Com a mudança, os valores referentes a gastos feitos entre janeiro e junho, que seriam restituídos em outubro de 2015, estarão disponíveis apenas em abril de 2016.

Segundo o conselheiro, o programa da Nota Fiscal Paulista serviu de parâmetro para outros Estados e "foi atingido com o mais duro tiro que se pode dar num programa de Governo, a credibilidade".

Ele criticou o secretário da Fazenda, Renato Villela, economista, ex-secretário-adjunto do Tesouro e subsecretário de Fazenda da prefeitura do Rio de Janeiro: "A continha do secretário é continha de gente que tem a cabecinha ali, não consegue pensar, destruiu um programa importante que o Estado tinha", disse.


Via Tribuna Hoje

Agentes em greve impedem troca de detentos no interior

Por Unknown | quarta-feira, 22 de julho de 2015 | Postado em ,

Agentes penitenciários em greve em São Paulo impediram na manhã desta terça-feira, 21, que o "linhão", formado por seis caminhões e um ônibus, transportando entre 150 e 200 detentos, entrasse na Penitenciária de Martinópolis, no interior do Estado, para fazer a divisão de presos que deveriam seguir para audiências em fóruns da capital, da Grande São Paulo e do litoral.



Os detentos foram recolhidos em diversos presídios do interior. Em Martinópolis, eles seriam divididos por viaturas que os levariam aos fóruns. A Penitenciária de Martinópolis é escolhida por ser equidistante entre as unidades e ter espaço para entrada dos "bondes" do "linhão", possibilitando que a troca de presos por viaturas seja feita com segurança.

No entanto, o piquete montado pelos grevistas impediu a entrada dos veículos - a divisão dos detentos teve de ser cancelada. A Polícia Militar, que fazia escolta dos bondes com cinco viaturas, acompanhou a movimentação. Os agentes insistiram no bloqueio, o que levou o comboio de caminhões e ônibus a desistir da troca e a retornar para a Rodovia Assis Chateaubriand, com escolta da PM.
Sem local adequado, a troca de detentos teve de ser improvisada às margens da Rodovia Raposo Tavares, nas proximidades da base da Polícia Rodoviária em Assis. Os policiais rodoviários interditaram um trecho da rodovia e a PM fez a segurança para a que troca fosse efetuada.

Em seguida, o bonde com os caminhões e ônibus, escoltado por viaturas da PM, seguiu viagem em direção aos fóruns.
A ação foi a primeira de grande porte praticada pelos agentes na greve de 2015. Na greve do ano passado, depois de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinar que a troca fosse feita à força pela PM, ação semelhante terminou em confronto entre grevistas e policiais, na entrada do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, onde os presos ficam antes de serem encaminhados para audiências nos fóruns da capital.
A possibilidade de ocorrer o mesmo confronto neste ano foi discutida na manhã desta terça-feira pelos líderes sindicais, que prometiam impedir a entrada dos detentos no CDP de Pinheiros, prevista para a tarde.

"Estamos nos preparando para isso. Lá (CDP de Pinheiros) eles não vão entrar", afirmou um dos sindicalistas.

"Esta é uma demonstração da insatisfação dos trabalhadores, que estão preocupados com as condições de trabalho, com a situação dos colegas acusados injustamente e com a falta de compromisso do governo em cumprir os compromissos assumidos durante o acordo feito na greve de 2014. Além disso, é uma maneira de cobrar o governo pelas suas obrigações que não vem sendo cumpridas, como o reajuste salarial anual da categoria", comentou o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Daniel Grandolfo.


Via MSN

Crise hídrica faz aumentar procura por análise da qualidade da água

Por Unknown | domingo, 31 de maio de 2015 | Postado em , ,


Desconfiados da qualidade da água do volume morto do Sistema Cantareira, cada vez mais consumidores estão procurando serviços de análise de água em São Paulo e na região metropolitana. Segundo laboratórios do setor, a demanda pelo serviço também aumentou entre pessoas e empresas que estão usando fontes alternativas de água, como poços artesianos, minas e água de reuso.
O G1 ouviu cinco empresas especializadas em análise de água, que relataram um aumento de 15% a 50% na procura pelo serviço desde outubro do ano passado.

"Desde que começou a crise hídrica, aumentou substancialmente o número de amostras solicitadas para análise, em torno de 15%", doz Eduardo Thomé, gerente de vendas da empresa Microambiental. "O mais interessante é que mais pessoas físicas têm demandado esse tipo de serviço, como donas de casa e condomínios residenciais"

No laboratório Bachema, o aumento da busca por esse tipo de teste chegou a 50%. Lá, a demanda parte tanto da população quanto de empresas, principalmente devido à percepção de características diferentes na água como odor e gosto diferente.

Falta de limpeza da caixa d'água
Nem todos os laboratórios têm registrado mudanças nos resultados dos testes. No caso da Microambiental, foi observada uma quantidade maior de microorganismos nas amostras. Já as outras empresas ouvidas não registraram uma piora nos resutlados dos testes.

Outro fator que tem comprometido a qualidade da água que chega ao consumidor, segundo relato das empesas, é a
resistência dos consumidores em limpar as caixas d’água. Empresas, condomínios e residências têm evitado o procedimento para não precisar esvaziar o reservatório, pelo temor de não conseguir enchê-lo novamente.

Dona do laboratório Biolacqua, Rose Marie Serafim explica que a coleta da água para análise é feita diretamente da rede, antes de ela passar pela caixa d’água. “Depois que a água entrou no reservatório, a responsabilidade é da pessoa de fazer a manutenção. As pessoas não estão limpando a caixa d’água e isso está afetando a qualidade da água da torneira.” Desde novembro, a empresa registrou um aumento de 40% na busca pelo serviço de análise de água.

Fontes alternativas de água


 No laboratório Cascardi, a maior demanda tem sido a de condomínios e casas que querem testar se podem usar com segurança água de algum sistema de reuso ou de poço artesiano. “Querem saber se é seguro usar para irrigação de jardim, lavagem de roupa. É importante fazer o teste para a pessoa ter uma ideia da condição da água. Por mais limpa que possa parecer, não quer dizer que não haja contaminantes”, diz Gabriela Miorim Nóbrega, gerente técnica da empresa, que observou 15% de aumento por essa procura no último trimestre do ano passado.

Experiências parecidas foram relatadas pelos laboratórios Labortechnic e Microambiental, que teve até que aumentar o número de funcionários dedicados ao procedimento. “A preocupação com a qualidade da água é visível”, diz Thomé.

Veja dicas sobre como garantir a qualidade da água
- Antes de usar a água proveniente de sistemas de reuso, de poços artesianos ou de minas, é importante testar a qualidade dessa água em laboratório especializado

- O fato de a água ser tranparente e sem cheiro não significa que não haja contaminação

- Existem vários testes de qualidade de água. Para verificar se ela é segura para o consumo humano, os testes devem seguir a Portaria 2.914, de 2011, do Ministério da Saúde

- A Sabesp recomenda que a limpeza da caixa d'água seja feita a cada seis meses. Veja as
recomendações que devem ser seguidas no procedimento.

Via G1