Por Unknown | domingo, 19 de abril de 2015 |
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Tragédia
Até 700 migrantes podem ter morrido no naufrágio de um barco ao largo da costa da Líbia - informou neste domingo um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).
O navio afundou a cerca de 110 km da costa levando mais de 700 pessoas a bordo, segundo explicaram 28 sobreviventes resgatados por um navio mercante, disse Carlotta Sami, porta-voz do Acnur na Itália, à rede de televisão italiana Rainews24.
Se estes números forem confirmados, será "a pior tragédia jamais vista no Mediterrâneo", afirmou a porta-voz. Até agora, 21 corpos foram recuperados, segundo a imprensa italiana.
O navio lançou um aviso no domingo de manhã capturado pela guarda costeira italiana, que alertou um navio cargueiro português que estava na área.
Quando o cargueiro chegou, cerca de 220 km ao sul da ilha italiana de Lampedusa, a tripulação avistou o barco, de acordo com o Acnur.
Mas as pessoas do navio em perigo correram todas para o mesmo lado, o que pode ter causado o desastre - disse a porta-voz.
Nas últimas duas semanas, dois acidentes semelhantes no Mediterrâneo deixaram cerca de 450 mortos.
Via
Exame
Por Unknown | terça-feira, 3 de junho de 2014 |
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Mais de oito mil desabrigados, caminhos intransitáveis e serviços básicos cortados é o saldo no Chile do temporal de vento e chuva que afeta a zona centro e sul deste país, segundo dados oficiais.
Em Santiago, a chuva afetou vários semáforos das principais avenidas da capital chilena, de 6,2 milhões de habitantes; uma situação que originou gigantescos engarrafamentos.
Além disso, o mau tempo gerou grandes problemas no metrô de Santiago, que viu suas plataformas lotadas de pessoas que demoraram horas para subir em um vagão.
Na superfície as coisas não foram melhores, já que o 'Transantiago', como é denominado o transporte público, reduziu - ainda sem explicações - sua frequência, o que fez com que as pessoas ocupassem as ruas como forma de protesto.
O Escritório Nacional de Emergências (Onemi) informou na noite desta terça-feira que pelo menos quatro mil pessoas de diferentes localidades se encontram isoladas pelo aumento do volume em vários rios e canais.
Outro número similar de pessoas sofreu com o forte vento e os deslizamentos de terra.
Além disso, mais de 50 mil casas estão sem provisão elétrica entre as localidades sulinas de El Biobío, La Araucanía, Los Ríos e Los Lagos.
Até agora se mantém a suspensão das aulas nos municípios de Puerto Varas, Puerto Montt e Calbuco, entre outros, enquanto bombeiros e funcionários municipais ajudam várias famílias que perderam o telhado de suas casas.


Segundo o Serviço de Meteorologia, a frente de mau tempo afetará desde Coquimbo, no norte, até a cidade de Punta Arenas, no sul. EFE
Via Yahoo
Por Unknown | segunda-feira, 2 de junho de 2014 |
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Plantas e animais serão extintos mais rápido do que pensamos: estudo afirma que estamos prestes a passar por um momento crítico.
Espécies de plantas e animais serão extintas pelo menos 1.000 vezes mais rápido do que antes da chegada dos seres humanos e o mundo está à beira de uma sexta grande extinção, diz um novo estudo.
O estudo analisou as taxas passadas e presentes de extinção e encontrou uma mais baixa do que os cientistas pensavam. Espécies estão desaparecendo da Terra cerca de 10 vezes mais rápido do que os biólogos acreditavam, afirma o autor principal do estudo, o biólogo Stuart Pimm, da Universidade Duke.
"Estamos à beira de uma sexta grande extinção", disse Pimm. "Se nós vamos evitá-la ou não, dependerá de nossas ações".
O trabalho, publicado recentemente pela revista Science, foi colocado como um marco nesse tipo de estudo por especialistas. A análise de Pimm é focada em taxas, e não na quantidade, de desaparecimento de espécies da Terra. É calculada uma "taxa de mortalidade" de quantos são extintos a cada ano em meio a 1 milhão de espécies.

Em 1995, Pimm descobriu que a taxa de extinções antes da chegada do ser humano era cerca de 1. Contudo, tendo em vista a nova pesquisa, Pimm e seus colegas refinaram e acharam que era, na verdade, cerca de 0,1. Agora, o que temos é uma taxa de mortalidade de cerca de 100 para 1.000.
Vários fatores estão sendo combinados e fazendo com que espécies desapareçam muito mais rápido do que antes, afirmou Pimm e o co-autor, Clinton Jenkins, do Instituto de Pesquisas Ecológicas no Brasil. A questão principal é a perda de habitat. Espécies não estão encontrando mais lugar para viver com tantas construções e alterações ecológicas feitas pelo ser humano.
“O sagui-de-tufo-branco é um bom exemplo”, disse Jenkins. Seu habitat diminuiu por causa do desenvolvimento no Brasil e de outros saguis competindo pelo lugar mínimo que resta. Agora ele está na lista de extinção internacional.
O tubarão branco oceânico, que costumava ser um dos predadores mais abundantes na Terra, está se extinguindo por conta da sua intensa caça, e agora são raramente vistos. O biólogo marinho da Universidade Dalhousie, Boris Worm, que não fez parte do estudo, mas o elogiou, disse: "Se não fizermos nada, isso vai seguir o caminho dos dinossauros".
Em cinco vezes anteriores, a grande maioria da vida do mundo desapareceu, o que são chamadas de extinções em massa, e foi muitas vezes associada a ataques de meteoros gigantes. Cerca de 66 milhões de anos atrás, um meteoro extinguiu os dinossauros e três a cada quatro espécies na Terra. Cerca de 252 milhões anos atrás, a Grande Morte dizimou cerca de 90% das espécies do mundo.

Pimm e Jenkins disse que não há esperança. Ambos disseram que o uso de smartphones e aplicativos como o iNaturalist vão ajudar pessoas comuns e os biólogos a encontrarem espécies em perigo. Uma vez que se saiba onde espécies ameaçadas de extinção estão, eles podem tentar salvar seus habitats e usar a reprodução em cativeiro e outras técnicas para propagá-la.
Uma história de sucesso é a do mico-leão-dourado. Décadas atrás, os pequenos primatas eram vistos como espécies certas de extinção por conta da sua perda de habitat, mas ao serem encontrados em partes remotas do Brasil e criados em cativeiro, os biólogos conseguiram salvá-los de seu destino.
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Fonte: CTVNews Foto: Divulgação / AsianTown