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Indústria demite 18,5 mil em setembro

Por Unknown | sábado, 17 de outubro de 2015 | Postado em , ,



A indústria paulista demitiu 18,5 mil trabalhadores em setembro (-0,94% ante agosto, com ajuste sazonal) e acumula saldo negativo de 138 mil cortes nos nove primeiros meses de 2015, informou nesta sexta-feira, 16, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O resultado no acumulado do ano já supera o de todo o ano de 2014, quando os cortes somaram 128 mil. Na comparação com setembro de 2014, são 229 mil vagas a menos, uma queda de 8,77%.

Pela primeira vez na série histórica, iniciada em 2006, todos os 26 setores avaliados registraram baixa em seu quadro de funcionários no acumulado do ano. Na passagem de agosto para setembro, 19 setores eliminaram vagas, dois informaram contratações e apenas um permaneceu estável, o de bebidas.

Entre os que demitiram, a indústria de produtos de borracha e de material plástico foi principal, com 2.598 demissões, seguida pela de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com o fechamento de 2.033 vagas. No período, a indústria de açúcar e etanol foi responsável por 1.368 demissões em setembro, embora no acumulado do ano o saldo ainda esteja positivo em 12.371. Apenas as indústrias de produtos químicos e farmacêuticos criaram vagas, 321 e 195, respectivamente.

‘Há muito mau humor. Enquanto o fim do poço não chegar, é agonia. E estamos na agonia ainda‘, estima Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, responsável pelo levantamento. De acordo com o diretor, 2015 será o pior ano da série histórica da pesquisa.

O Depecon sonda o emprego em 36 regiões paulistas. Em setembro, 30 tiveram demissões, duas contrataram e quatro se mantiveram estáveis. A região de São João da Boa Vista o foi destaque entre as perdas de emprego, com variação negativa de 2,87%, seguida por Bauru (-2,79%) e por Jaú (-2%). Já entre os ganhos, destaque para a região de Matão (0,60%) e Presidente Prudente (0,39%).

Indústria paulista já fechou 119 mil postos de trabalho em 2015

Por Unknown | quinta-feira, 17 de setembro de 2015 | Postado em , ,


Apenas em 2015, a indústria paulista já fechou 119 mil postos de trabalho, o pior resultado para o setor em nove anos. Entre julho e agosto a queda no número de vagas foi de 26 mil, o equivalente a 0,90% na leitura sazonal. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Ciesp, divulgados nesta quinta-feira (17).


"Da última vez nós havíamos dito que temíamos uma perda de 200 mil empregos da indústria de transformação em 2015. Após o mês de agosto, já nos parece que está mais próximo dos 250 mil empregos a menos", projetou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades responsáveis pelo estudo. "Realmente saímos do surto e fomos à epidemia da perda de empregos", sentenciou.

O Depecon também revisou para baixo o prognóstico para o Produto Interno Bruto da indústria de transformação para uma queda de aproximadamente 9%. Anteriormente, a equipe econômica da Fiesp e do Ciesp esperava perda de 8% para o PIB do setor. A previsão para o PIB do país continua apontando, na visão desses economistas, para uma queda de 2,5% este ano.

No acumulado do ano, segundo o Depecon, a indústria paulista já acumula um saldo negativo de 119 mil empregos. Este é o pior período comparativamente da série histórica da pesquisa, iniciada em 2006. Se comparado com agosto de 2014, o resultado é ainda pior: são 216 mil vagas a menos que no mesmo mês do ano anterior. Do total de demissões em agosto de 2015, 1.624 foram realizadas pelo setor sucroalcooleiro e 24.376 pelo restante da indústria.

A pesquisa do Depecon sonda a situação do emprego em 22 setores em todo o estado de São Paulo. No levantamento de agosto, 17 anotaram baixa em seu mercado de trabalho, três ficaram estáveis e dois registraram contratações.

No campo das demissões, destaque para a indústria de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que fechou 5.116 postos de trabalho. Já entre as contratações, o setor de alimentos se destacou com a criação de 338 vagas, em função da demanda por produtos alimentícios típicos de final de ano, como o panetone. Segundo Francini, essas contratações da indústria de alimentos "nem de longe suportam a perda de outros setores"

Das 36 regiões consultadas pelo Depecon, 29 informaram demissões, seis contrataram e uma se manteve estável.

A região de Matão foi que a registrou a alta mais expressiva no emprego industrial, com ganho de 2,23% em agosto ante julho, em meio a contratações pela indústria de máquinas e equipamentos (5,67%).

Santos também se destacou, com alta de 1,25%, influenciada pelos setores de confecção de artigos de vestuário (10,96%), em meio à chegada do verão e do aumento da procura por itens de praia e de produtos químicos (2,38%).

São José dos Campos registrou aumento de 0,54% no saldo de empregos, impulsionado pelo segmento de produtos alimentícios (5,37%) e pela indústria de equipamentos de transporte (0,41%).

Entre as perdas, destaque para Sertãozinho, que caiu 4,99%, influenciado por perdas nas indústrias de produtos de metal (-14,48%) e de máquinas e equipamentos (-10,93%). Em Piracicaba, o emprego caiu 3,83%, abatido por perdas nas indústrias de máquinas e equipamentos (-8,52%) e de produtos alimentícios (-2,05%). A região de Bauru perdeu 2,83% em empregos no mês, pressionada pelos setores de produtos de metal (-26,12%) e de confecção de artigos de vestuário (-5,14%).


Via JB

'Veja': Indústria reclama da mão pesada do governo nas regras do leilão para exploração de petróleo

Por Unknown | segunda-feira, 24 de agosto de 2015 | Postado em ,



É inacreditável que, com a crise que nós vivemos, com o desemprego, a desconfiança internacional e a saída de investidores, ainda se faça o que a revista Veja denuncia na sua edição desta semana.

Reportagem intitulada "Será deboche?" fala que a indústria reclama da mão pesada do governo nas regras do novo leilão de licitações para a exploração de petróleo, e argumenta que, em meio à crise, a interferência deveria diminuir, mas ela aumentou.

Assinada por Thiago Prado, a reportagem destaca o edital publicado no inicio de agosto, que mantém o peso da interferência estatal nas regras da exploração e, em alguns casos, até aumenta a carga. Tudo isso levando-se em consideração o fato da haver uma crise econômica aguda, com o barril do petróleo a menos de 50 dólares.

O texto enfatiza que o descontentamento é tão grande que a Petrobras, já abalada financeiramente devido à Lava Jato, está considerando pela primeira vez não participar da concorrência, vista como pouco vantajosa. "Tínhamos de usar essa oportunidade para alavancar a indústria. É o pior e o menos atraente edital da história das concorrências", destaca na reportagem o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Jorge Camargo.

De acordo com o texto, o maior ponto de atrito é a permanência nos mesmos patamares da exigência de conteúdo nacional, que obriga as empresas a contratar serviços no Brasil - muitas vezes mais caros e de menor quantidade. A revista destaca que somente neste ano apurou que a Petrobras pagou mais de R$ 30 milhões em multas por não conseguir cumprir a regra, que teve início no governo Lula e é mantida por Dilma Rousseff.

A reportagem afirma ainda que o edital atribuiu à agência do governo o arbítrio exclusivo em um novo flanco, o da abrangência dos campos explorados. "Até agora, a definição dos limites das áreas era compartilhada com as empresas licitadas", diz o texto.

No novo sistema, apenas a agência oficial faz uma avaliação, que tem impacto direto no valor dos tributos. Em julho, diz a Veja, a própria Petrobras sentiu o peso da interferência do governo nas regras desse jogo: precisou pagar 350 milhões de reais extras à ANP em consequência do entendimento da agência de que sete áreas produtoras no Parque das Baleias, na Bacia de Campos, equivaliam a apenas um campo. "No leilão de outubro, o edital regulamenta de vez o papel decisório da ANP no assunto", diz Veja.

A reportagem frisa que nos bastidores, a Petrobras reclama fortemente tanto dos termos do edital quanto do tratamento que vem tendo dentro da ANP. A revista diz que segundo fontes com acesso às altas instâncias do setor, a relação entre o presidente, Aldemir Bendine, e a diretora da agência, Madga Chambriard, estaria bastante estremecida.

O texto prossegue afirmando que além de pagar multas relativas à falta de conteúdo nacional e de ter despesas extras com a redefinição de campos, a Petrobras já foi penalizada por não cumprir planos de desenvolvimento e por outras supostas faltas.

De acordo com a reportagem, até pela magnitude de suas dificuldades, a Petrobras se sente especialmente prejudicada, mas não seria a única a ter queixas. A ANP realizou audiências públicas para ouvir o setor na montagem do edital de licitação da 13ª rodada, mas não acatou nenhuma sugestão. Segundo o texto, teria até dificultado procedimentos. Agora, a empresa que desistir da licitação, além de pagar multa, poderá até ser considerada inidônea.

O texto acrescenta ainda que outro ponto é que algumas áreas em leilão são vistas como arriscadas demais no cenário de economia frágil, como os blocos em Pelotas, no Rio Grande do Sul, sem tradição petrolífera; no Amazonas, próximo a reservas indígenas; e em Jacuípe, na Bahia, dependente de licenças ambientais.

O diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura, Adriano Pires, destaca no texto que este é um momento em que todas as empresas petrolíferas estão vendendo ativos e revendo investimentos. "A ANP parece não ver que o mercado mudou."

Veja conclui a reportagem afirmando que a agência comemora a inscrição de 39 empresas para o leilão, mas o número não garante bons resultados. No México, mês passado, diz a revista, 34 petroleiras se candidataram para a concessão de 14 blocos. "Na Hora H, só dois foram leiloados. Em outubro, o Brasil corre o mesmo risco."


Via JB