Por Unknown | quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018 |
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A taxa de juros do país deve ter um novo patamar mínimo recorde a partir desta quarta-feira. Termina hoje a reunião do Comitê de Política Monetária que deve reduzir a Selic de 7% para 6,75%.
O Banco Central já sinalizou, por meio de documentos e declarações, que um dos maiores ciclos de flexibilização monetária da história do Brasil está perto de fim, mas ainda há dúvidas de quando este fim se dará.
Para parte do mercado ainda há espaço para mais uma redução de 0,25 ponto na próxima reunião. Isso aconteceria devido à grande ociosidade deixada pela crise, que deve fazer o país crescer sem grandes pressões inflacionárias do lado da demanda.
Seria também uma forma de evitar constrangimentos como o de 2017, quando o Banco Central precisou explicar por carta porque não atingiu a meta de inflação prevista pelo governo. O índice fechou o ano em 2,95%, cinco centésimos abaixo do piso da meta.
De qualquer forma, se a Selic ficará em 6,50% ou 6,75% pouca diferença faz para um mercado que se acostumou a ver os juros na casa dos dois dígitos ao longo dos últimos quatro anos.
A trajetória de queda da Selic começou em setembro de 2015, quando o índice cravava 14,25%.
A inflação, porém, batia quase 10% na época, deixando os juros reais muito parecidos com os atuais.
Na ata da reunião do Copom desta quarta-feira, economistas esperam entender as expectativas do banco para a economia nos próximos meses, assim como o impacto do atraso na aprovação da reforma da Previdência nos resultados fiscais do país.
Reformas como a da Previdência são essenciais para os juros do país caiam abaixo dos 7% e se assemelhem a patamares de países desenvolvidos.
Esse cenário, no entanto, parece cada vez mais distante. Além disso, o fim da ociosidade na indústria a partir de 2019 deve fazer com que o crescimento aumento a pressão inflacionária.
A única certeza, no momento, é que o cenário de Selic baixa e inflação sob controle só é garantia em 2018.
Por Unknown | terça-feira, 24 de novembro de 2015 |
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A última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem início na tarde de hoje (24). A expectativa das instituições financeiras consultadas pelo BC é de que a taxa seja mantida nos atuais 14,25% ao ano. A decisão será anunciada amanhã (25) pelo Comitê, formado pelos diretores e presidente do BC. Após sete altas consecutivas na taxa, iniciadas em julho de 2014, o Copom manteve a Selic em 14,25%, nas duas últimas reuniões, em setembro e outubro.
Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, que causa reflexos nos preços, já que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. Ao manter a Selic no mesmo patamar, a sinalização é de que as elevações anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. O BC tem reiterado que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer.
O Banco Central tem que perseguir a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é 4,5%, com limite superior em 6,5%. A projeção do mercado financeiro indica taxa de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 10,33% para 2015, acima, portanto, do teto estabelecido. Para 2016, o mercado financeiro também espera inflação superior ao teto da meta, com estimativa em 6,64%.
No mês passado, o BC anunciou o abandono do objetivo de levar a inflação ao centro da meta (4,5%) em 2016. Na ata da reunião do Copom de outubro, o BC disse que as indefinições e alterações significativas na meta fiscal mudam as expectativas para a inflação e criam uma percepção negativa sobre o ambiente econômico. Para o BC, a inflação só vai atingir a meta em 2017. No início deste mês, o diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, disse que o Copom adotará medidas para levar a inflação o mais próximo possível da meta, em 2016 e chegar a 4,5%, em 2017.
Neste primeiro dia de reunião do Copom, chefes de departamentos do BC apresentam uma análise da conjuntura doméstica, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais e o mercado monetário, entre outros assuntos.
No segundo dia, o presidente do BC também participa da reunião. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na semana seguinte ao anúncio do resultado, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.
Por Unknown | quarta-feira, 23 de setembro de 2015 |
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Os juros médios cobrados nas operações com cartão de crédito rotativo, a modalidade mais cara do mercado, voltaram a subir em agosto, e atingiram a marca recorde de 403,5% ao ano, informou o Banco Central, nesta quarta-feira. Na comparação com julho, quanto essa taxa era de 394,7%, houve alta de 8,8 pontos porcentuais.
Os juros do cheque especial também voltaram a subir no mês passado, atingindo 253,2%, contra 246,9% em julho. Trata-se do maior patamar desde setembro de 1995, quando estava em 271,46%.
A alta dos juros pelos bancos acompanha a alta da taxa básica da economia, a Selic, definida pelo BC. Desde outubro do ano passado, a autoridade monetária vem subindo os juros. Naquele momento, a taxa estava em 11% ao ano. No fim de maio, havia avançado para 14,25% ao ano.
Já a inadimplência no mercado de crédito brasileiro manteve-se estável em agosto no segmento de recursos livres sobre julho. Enquanto isso, o spread bancário avançou para níveis recordes, em um ambiente econômico marcado por inflação persistente e Selic em patamar elevado.
O spread bancário - diferença entre o custo de captação e a taxa efetivamente cobrada pelos bancos ao consumidor final - renovou o ponto mais alto da série histórica iniciada em março de 2011, a 31,9 pontos porcentuais no segmento de recursos livres.
Estoque de crédito - O estoque de operações de crédito do sistema financeiro chegou a 3,13 trilhões de reais, alta de 0,7% em agosto ante julho, segundo o BC. Nos primeiros oito meses do ano, houve alta de 3,8% e, em 12 meses até agosto, de 9,6%.
Na comparação mensal, o crescimento foi puxado principalmente pela concessão de empréstimos com recursos direcionados. O saldo no segmento, em que as operações contam com taxas ou recursos definidos por normas do governo, subiu 1,1% no mês a mês. O aumento do estoque no segmento de recursos livres foi bem menor, de 0,3%.
(Com Estadão Conteúdo)
Por Unknown | terça-feira, 25 de agosto de 2015 |
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O Banco Popular da China, banco central do país, anunciou na terça-feira um corte no coeficiente de reservas obrigatórias (RRR, em inglês) e nas taxas de juros.
A partir de 6 de setembro, o banco central cortará o RRR para instituições financeiras em 50 pontos base. Para as companhias de empréstimo financeiro e empresas de financiamento de automóvel, o RRR será reduzido em 300 pontos base, anunciou o banco central.
As taxas de juros também serão cortadas. A partir desta quarta-feira, as taxas de juros para empréstimos e depósitos de um ano serão reduzidas em 25 pontos base para 4,6% e 1,75%, respectivamente, disse o anúncio.
Por Unknown | quinta-feira, 4 de junho de 2015 |
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O Banco Central do Brasil decidiu, como era esperado por analistas, elevar a taxa referencial de juros do país em meio ponto percentual para 13,75% ao ano, o nível mais elevado desde agosto de 2006, altura em que a designada Selic estava em 14,25%.
O aumento do 'preço do dinheiro' no Brasil foi anunciada na quarta-feira após uma reunião de dois dias dos membros do Comité de Política Monetária (Copom), num contexto em que a inflação anual está em máximos dos últimos 11 anos, tendo alcançado 8,24% (no acumulado de 12 meses em maio), segundo dados recentes do IBGE.
A decisão do BC brasileiro completa a sexta subida consecutiva da Selic na tentativa de conter o aumento dos preços enfrentar o aumento dos preços. A meta da autoridade monetária para a inflação anual é de 4,5%, com 2 pontos para mais ou para menos de tolerância .
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolheu 0,2% no primeiro trimestre e a projeção é que volte a cair no segundo trimestre, o que configurará uma recessão técnica para a economia do real