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Publicado : quarta-feira, 9 de setembro de 2015
18:58
Por Portal Campinas News

Geração de empregos em 2014 foi a pior em 15 anos



Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho, mostram que o Brasil criou 623.077 empregos com carteira assinada em 2014, uma redução de 58% em relação ao ano anterior, quando foram abertas 1,49 milhão de vagas. Este é o pior resultado desde 1999, quando o país criou 501.630 vagas formais.

Os números da Rais também incluem os servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores temporários.

Dos oito setores de atividade econômica, cinco subiram em 2014 com relação ao ano anterior. Os setores que mais contribuíram para a criação de emprego formal foram serviços (+587,5 mil postos ou +3,51%) e comércio (+217,0 mil postos ou +2,28%).

Para Manoel Dias, os dados mostram que as mulheres apresentaram desempenho relativo mais favoráveis que o dos homens em todos os setores
Para Manoel Dias, os dados mostram que as mulheres apresentaram desempenho relativo mais favoráveis que o dos homens em todos os setores
Já os que tiveram as maiores quedas foram indústria de transformação (fechamento de 121,7 mil vagas) e construção civil (queda de 76,9 mil).

Em termos absolutos, a região Nordeste (+206,1 mil postos) registrou a maior geração de emprego, seguida pelas regiões Sudeste (+169,5 mil postos), Sul (+134,9 mil postos), Norte (+58,2 mil postos) e Centro Oeste (+54,3 mil postos).


Em termos relativos, a liderança na criação de empregos formais coube à região Nordeste (+2,31%). A seguir, vêm Norte (+2,12%), Sul (+1,60%), Centro-Oeste (+1,28%) e Sudeste (+0,69%).

O levantamento monstra também que houve maior elevação do nível de emprego feminino (2,35%), em relação ao masculino (0,46%). Segundo o Ministério do Trabalho, cresceu a participação das mulheres no mercado de trabalho formal, que passou de 42,79% em 2013 para 43,25% em 2014.

“Os dados por atividade econômica mostram que as mulheres apresentaram desempenho relativo mais favoráveis que o dos homens em todos os setores”, destacou o ministro do Trabalho, Manoel Dias.

O dados revelam ainda que, no ano passado, houve redução no nível de emprego para trabalhadores mais jovens, com destaque para a população de 18 a 24 anos e a de 25 a 29 anos, que perderam 190,9 mil e 54,5 mil postos.

Conforme o ministro, o governo prepara políticas públicas para reverter os números. “O governo anunciará até o fim do mês uma serie de políticas públicas para criar maiores condições de acesso aos jovens ao mercado de trabalho”, adiantou o ministro.

Manoel Dias informou que os números da Rais em 2014 são “positivos”. “[Os números apontam] que o Brasil não manteve o mesmo ritmo [de crescimento] de anos anteriores, mas contribuíram para manter a geração de empregos e o aumento real do salário”.

Sobre 2015, Dias afirmou que o país passa por “dificuldades” e que isso preocupa o governo. “De janeiro a julho deste ano, o Brasil fechou 493,1 mil postos de trabalho, menos de 1% do mercado de trabalho. Nos preocupa, tanto que o governo está tomando medidas para superar esse momento de dificuldades e recuperar a capacidade de investimentos”, disse.

O ministro citou o Programa de Proteção ao Emprego e os investimentos por meio do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), mas evitou fazer projeções para a Rais de 2015.

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