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Publicado : quinta-feira, 30 de julho de 2015
21:30
Por Portal Campinas News

Taxa básica de juros sobe pela sétima vez consecutiva

O Banco Central anunciou, nessa quinta-feira (30), que os juros do cheque especial em junho foram os maiores em 20 anos e que os do cartão de crédito chegaram a 372% ao ano. Na quarta-feira (29), os juros básicos da economia subiram pela sétima vez seguida.
A decisão do Banco Central mexe com a vida de todo mundo, porque a taxa Selic serve de base para todos os outros juros da economia. Portanto, os bancos também vão subir os juros do cheque especial, dos empréstimos e do cartão de crédito.
 


O Banco Central já aumentou sete vezes seguidas a taxa básica de juros, com o objetivo de diminuir o dinheiro em circulação. É a forma do governo tentar conter a inflação. Com os preços altos, as pessoas compram menos, o consumo cai e os empresários são forçados a baixar os preços, senão a situação deles também se complica. É esse o jeito de segurar os preços.
 
Nesse cenário, o consumidor tem que tomar cuidado para não perder o rumo nas prestações a perder de vista. A alta da Selic leva a alta dos juros em geral. Nos últimos anos, a época em que a taxa Selic esteve mais baixa, em 7,25% ao ano, foi entre outubro de 2012 e abril 2013. Em julho do ano passado, já estava em 11% ao ano e agora chega a 14,25%.
 
O reflexo no cheque especial é claro. Em abril de 2013, os juros eram de 136,98% ao ano. Depois, 172,53% e agora está em 241,3%, segundo número divulgado pelo Banco Central. Quando a Selic estava em 7,25%, a taxa média de juros do cartão de crédito rotativo era de 282,10% ao ano, o que já é bem alta. Em junho, antes desse último aumento, estava em 372%.
 
O mesmo acontece com o crédito pessoal. Quando a Selic estava mais baixa, em abril de 2013, por exemplo, os juros médios eram de 36%. Em junho deste ano, eram de 48,4%.
 
Ao consumidor, só resta fugir das dívidas. “É continuar com a mesma receita, planejar a vida financeira. Tá precisando fazer algum tipo de compra? Procure guardar dinheiro antes para poder fazer pagamento à vista quando puder. Sempre a programação, sempre planejamento”, orienta Marcos Melo, especialista em finanças e professor do Ibmec.
 
O sétimo aumento consecutivo da taxa Selic foi criticado por várias entidades que representam o empresariado. A Abimaq, que reúne 7,5 mil fabricantes de máquinas e equipamentos, por exemplo, divulgou um comunicado em que diz que: "no atual cenário, a alta dos juros significa uma verdadeira catástrofe para o já combalido setor produtivo e que o aumento da taxa Selic não é o instrumento mais eficaz para combater a inflação". Ninguém do governo quis comentar, até o momento, o assunto.


Via G1

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