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Publicado : segunda-feira, 3 de agosto de 2015
20:05
Por Portal Campinas News

PT nega em nota oficial ter participado de esquema de corrupção


O PT divulgou nota oficial nesta segunda-feira (3) na qual nega ter participado de “qualquer esquema de corrupção” e afirma que todas as doações que recebeu foram “legais”.
Na manhã desta segunda, o ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente do partido José Dirceu foi preso em um dos desdobramentos da Operação Lava Jato.

“O Partido dos Trabalhadores refuta as acusações de que teria realizado operações financeiras ilegais ou participado de qualquer esquema de corrupção. Todas as doações feitas ao PT ocorreram estritamente dentro da legalidade, por intermédio de transferências bancárias, e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral”, diz a íntegra da nota, assinada pelo presidente do partido,
Rui Falcão.

O G1 consultou a assessoria do PT, que informou que o partido não irá se manifestar sobre José Dirceu e que a divulgação da nota não está, necessariamente, relacionada à prisão do ex-ministro e ex-presidente da legenda.
Conforme o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, Dirceu participou da instituição de um esquema de corrupção da Petrobras quando ainda estava na chefia da Casa Civil, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com as investigações, Dirceu foi “instituidor e beneficiário do esquema da Petrobras”, mesmo durante e após o julgamento do mensalão. Segundo o Ministério Público Federal, o esquema foi criado quando Dirceu ainda era ministro da Casa Civil e "teria persistido" depois que ele deixou o governo.
Pela manhã, o advogado Roberto Podval, que representa Dirceu, afirmou que só iria se posicionar depois de tomar conhecimento das razões que motivaram a prisão. Anteriormente, a defesa já havia negado a participação do ex-ministro no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.
O novo mandado contra Dirceu é de prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A defesa dele tenta reverter a decisão. Nos últimos meses, após denúncias feitas por delatores, Roberto Podval já tinha entrado com pedidos de habeas corpus preventivo para evitar a prisão. Todos foram rejeitados.
Condenado no julgamento do mensalão Dirceu, que estava em prisão domiciliar, foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília depois que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decretou sua prisão preventiva.

José Dirceu é preso pela PF na Operação Lava Jato (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)O ex-ministro José Dirceu em carro da Polícia Federal que o levou para a Superintendência da PF, após ter sido preso em Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

PT
 
Delatores da Lava Jato afirmaram em depoimentos que dinheiro de propina em contratos com a Petrobras foi usado para campanhas políticas do PT.
O tesoureiro licenciado do partido, João Vaccari Neto, está preso sob  suspeita de participar do esquema de desvio de recursos da Petrobras.
Mais cedo nesta segunda, o líder do PT, na Câmara, Sibá Machado (AC), acusou o juiz Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos e ações da Lava Jato na primeira instância, de "perseguir" a legenda.

“É uma perseguição declarada ao PT. O juiz Sérgio Moro trabalha com suposições, vai à imprensa, faz show. E a Polícia Federal acompanhando esse show. Isso está virando uma aberração ao Estado de Direito. Está caminhando para um golpe político da caneta. Moro trabalha para institucionalizar um golpe e para prejudicar o PT”, disse Sibá Machado ao G1.
Segundo procuradores do MPF, o lobista Milton Pascowitch, um dos delatores da Lava Jato, afirmou que R$ 10 milhões em propina foram entregues na sede do PT, em São Paulo.
"A respeito dos pagamentos a Vaccari, Milton ressaiu que os repasses ocorriam para o próprio [João] Vaccari ou ao PT, em espécie e via doações legais, sendo que cabia a Almada como os repasses seriam feitos. A propina em razão do contrato dos cascos replicantes somou, afirmou Milton, cerca de R$ 14 milhões, entregues ao longo de 2009 até 2011. Destes recursos, ressaiu o colaborador, foram feitos pagamento da ordem de R$ 10 milhões em espécie na sede do PT em São Paulo", consta num trecho do documento.
Gerson Almada, ex-vice-presidente da construtora Engevix, foi preso na 7ª fase da operação, em novembro do ano passado.

17ª fase da Operação Lava Jato - arte (Foto: Arte/G1)



Via G1

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