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Publicado : quinta-feira, 6 de agosto de 2015
08:24
Por Portal Campinas News

Petrobras: lucro é consenso mas economistas divergem sobre balanço superar o anterior

Há um consenso entre especialistas de que a Petrobras deve apresentar lucro no segundo trimestre de 2015, mas as opiniões são divergentes em relação ao balanço superar os valores apresentados no período anterior. A empresa divulga resultados dos meses de abril, maio e junho após o fechamento do mercado financeiro nesta quinta-feira (6).

De acordo com projeção elaborada pela equipe econômica da Gradual Investimentos, o lucro líquido estimado da estatal será de R$ 4,060 bilhões, valor 22% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Em relação aos primeiros três meses de 2015, a queda projetada é ainda maior, de 23,83%.

A estimativa feita pela corretora não leva em consideração, no entanto, a despesa de R$ 1,4 bilhão que a companhia reconhecerá no resultado. O montante é referente a valor pago pela Petrobras à Receita Federal no último dia 16 de julho, por conta de autuação relativa a operações com controladas no exterior.

Por conta deste fato, o professor de economia do Ibmec, Alexandre Espírito Santo, tem a mesma opinião sobre lucros menores. Ele evita projetar valores, mas diz acreditar que o resultado será inferior ao observado no primeiro trimestre. "É complicado arriscar um número em função da questão cambial, que impacta muito a empresa por ter tem um custo alto de endividamento", diz, falando sobre a valorização do dólar, moeda usada de referência para a dívida da estatal.

No último balanço, divulgado em 15 de maio, a empresa apresentou lucro de R$ 5,33 bilhões. Desde então o dólar, que no dia encerrou cotado a R$ 2,99, já acumula alta de 16,7%, encerrando ao preço de R$ 3,49 nesta quarta.

A Gradual diz ainda esperar que a companhia apresente bom resultado operacional, impulsionado por menores custos de exploração. "Esperamos um impacto neutro sobre as ações da companhia", diz a publicação. Nesta quarta, os papéis da empresa encerraram em baixa de mais de 1% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Por outro lado, pesa a favor dos otimistas a divulgação de dados sobre produção de petróleo no mês de junho. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção do pré-sal atingiu a marca de 900 milhões de barris pela 1ª vez em junho, com uma média de 2,997 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia. Desse montante, a Petrobras foi responsável por cerca de 92,7%.

Para o professor de economia da ESPM, Roberto Simonard, o resultado deve ser melhor que o anterior porque já vai refletir efeitos do "rearranjo na área financeira", promovido pelo presidente da companhia, Aldemir Bendine. "[A administração] está fazendo um trabalho de venda de ativos e melhorou o perfil da dívida. Houve renegociações e prazos foram alongados", diz.

No dia 24 de julho, o Conselho de Administração da petroleira aprovou a reestruturação e venda de ativos da Transportadora Associada de Gás (TAG). A diretoria também apresentou o cronograma para a oferta pública inicial de ações (IPO) da BR Distribuidora, prevista para ocorrer ainda este ano.

Também é um sinal positivo a recuperação de dinheiro desviado da empresa por esquemas de corrupção deflagrados pela Operação Lava Jato. No último dia 31, sexta-feira, R$ 69 milhões frutos de propinas recebidas pelo ex-gerente Pedro José Barusco Filho, entre 1999 e 2012, foram entregues de volta à empresa. A devolução de outra parcela de R$ 70 milhões, referente aos desvios de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento, também foi assinada.

Os valores, somados a R$ 157 milhões devolvidos para a Petrobras em maio, equivalem a apenas 4,77% do total de R$ 6,2 bilhões desviados, mas têm um maior valor simbólico maior. No dia da cerimônia de entrega, Bendine disse que há varias ações de devolução e acrescentou dizendo que há a perspectiva de se recuperar o valor total.

*Do programa de estágio do JB

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